Hospital de Évora adota medidas de prevenção por suspeita de caso de “legionella”

O Hospital de Évora está a efetuar trabalhos de limpeza e desinfeção na sequência de um “caso provável” de ‘legionella’ numa doente que esteve internada na unidade e teve alta na semana passada, foi hoje revelado.

”Foi notificado um caso provável de doença dos legionários [causada pela bactéria ‘legionella’], num doente que esteve internado no Hospital do Espírito Santo de Évora EPE (HESE)”, divulgou hoje, em comunicado, a diretora do Departamento de Saúde Pública do Alentejo, Filomena Araújo.

Contactada pela agência Lusa, Filomena Araújo, que é também delegada de Saúde Regional do Alentejo, adiantou que o doente em causa “é uma senhora”, que “já teve alta” do HESE e encontra-se “internada num outro hospital”, noutra região do país.

“A doente teve alta no dia 22”, ou seja, na passada quarta-feira, “e nós recebemos a notificação da suspeita da doença no dia 23”, na quinta-feira, acrescentou à Lusa.

Segundo a diretora do Departamento de Saúde Pública, “ainda se trata de uma suspeita, não está confirmada a doença, nem onde poderá ter sido o foco de infeção”.

No comunicado, é referido que, “embora não se possa afirmar que a origem deste caso provável esteja associada ao HESE”, as autoridades de Saúde e o conselho de administração do hospital “estão já a realizar um inquérito epidemiológico e ambiental”.

“As autoridades implementaram ainda medidas preventivas e cautelares para assegurar o reforço da vigilância epidemiológica, da vigilância ambiental e medidas preventivas para a segurança de todos os doentes e profissionais”, pode ler-se na nota enviada à Lusa, na qual Filomena Araújo garante que, “até ao momento, não há confirmação de mais nenhuma suspeita ou caso semelhante”.

Recusando alarmismos, a responsável explicou que, “como a doente esteve internada no hospital adotaram-se as medidas que as boas práticas” recomendam, estando a decorrer, por exemplo, “trabalhos de limpeza e desinfeção da unidade”.

“Tomámos as medidas de prevenção e cautelares que se exigem para ver se havia outros casos, que não identificámos até agora. E adotámos medidas de desinfeção da água da rede de distribuição do hospital para evitar qualquer problema”, disse.

Apesar disso, ressalvou, não há qualquer restrição no consumo de água: “A doença não se transmite por beber água, é só através da inalação de aerossóis”.

“No HESE estão tomadas todas as medidas de segurança, não há risco para utentes e profissionais. E, para a população em geral, também não há qualquer risco em termos do abastecimento público de água”, tranquilizou Filomena Araújo, referindo que a investigação “vai prosseguir”.

A bactéria ‘legionella’ é responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave que se inicia habitualmente com tosse seca, febre, arrepios, dor de cabeça, dores musculares e dificuldade respiratória, podendo também surgir dor abdominal e diarreia.

A incubação da doença tem um período de cinco a seis dias depois da infeção, podendo ir até dez dias.

A infeção pode ser contraída por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água ou por aspiração de água contaminada. Apesar de grave, a infeção tem tratamento efetivo.

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