Humanidade esgota esta quarta-feira limite dos recursos disponíveis na Terra para o ano todo

A 1 de agosto esgotaremos os recursos naturais do Planeta disponíveis para este ano. “Cartão de crédito” ambiental é usado cada vez mais cedo.

A humanidade terá consumido, na quarta-feira, o total dos recursos que a natureza consegue renovar este ano, sendo que os seres humanos vão viver os próximos cinco meses “a crédito”, afirmou hoje uma rede de organizações não governamentais ambientalistas.

O dia 01 de agosto é “a data em que terão sido utilizadas todas as árvores, água, solos férteis e peixes que a Terra consegue fornecer em um ano para alimentar e abrigar os seres humanos e terá sido emitido mais carbono do que os oceanos e florestas conseguem absorver”, afirmou a porta-voz da WWF, Valérie Gramond, organização que pertence à rede Global Footprint Network.

“Hoje, precisaríamos de 1,7 Terras para satisfazer as nossas necessidades”, ilustrou, num comunicado divulgado hoje.

O total dos recursos renováveis consumidos nunca tinha sido atingido tão cedo desde que a data começou a ser assinalada, nos anos 1970, quando o total só era consumido a 29 de dezembro. No ano passado, a data foi 03 de agosto.

Um terço dos alimentos acumulados pelos seres humanos acaba no lixo, indicou, afirmando que a antecipação progressiva da data se deve ao excesso de consumo.

A distribuição do consumo é desigual no mundo, com países pequenos e com poucos habitantes como o Qatar e o Luxemburgo com uma pegada ecológica muito forte.

Se todos os países consumissem assim, a data seria atingida logo no mês de fevereiro, alerta a organização.

Ler mais
Recomendadas

“2050? Precisamos de metas para 2020”. Greta Thunberg pessimista com nova Lei da Neutralidade Climática

“Não precisamos de metas apenas para 2030 ou 2050. Nós, acima de tudo, precisamos delas para 2020 e todos os meses e anos seguintes”, escreveram os ativistas do clima aos líderes europeus, numa carta em que Thunberg se destaca.

Comissão Europeia divulga nova Lei do Clima

Para que a UE chegue a 2050 numa situação de neutralidade carbónica, a Comissão reiterou o compromisso de apresentar a primeira “lei europeia do clima”. Esta legislação servirá para comprometer o bloco europeu com uma redução das emissões até 2030 situada entre 50% e 55%, objetivo mais ambicioso do que os 40% que até agora serviam de meta.

Mais de 140 fábricas da Nestlé funcionam 100% a energia renovável

O maior grupo alimentar mundial deixou claro que o seu principal compromisso é com a sustentabilidade. Paolo Fagnoni explicou ao JE que, no que toca às grandes empresas, a Nestlé pretende liderar a “transição verde. “Atuar de forma responsável e promover a sustentabilidade em tudo o que fazemos é uma obrigação”.
Comentários