IAG blinda estatutos contra investidores não-europeus

A companhia que resultou da fusão entre a British Airways e Iberia em 2010 toma medidas para tentar proteger-se contra o Brexit a um mês e meio da saída do Reino Unido da UE.

A International Airline Group (IAG), a holding que agrega a British Airways, Iberia, Vueling e Aer Lingus anunciou esta semana que vai proteger o seu capital e, doravante, condicionar a compra de ações por parte de acionistas fora da União Europeia.

O grupo explicou em comunicado à CNMV – a entidade espanhola de regulação do mercado de ações – que vai fixar em 47,5% a percentagem máxima de capital que vier a ser detida por acionistas não-europeus, e que é a composição atual atual do elenco acionistas da empresa.

Para mantê-lo, a partir de agora nenhum investidor estrangeiro ao espaço da União pode adquirir mais ações holding. Se isso acontecer, o conselho de IAG irá informar que os direitos de voto e outras obrigações e direitos relativos a essas ações serão suspensas e dar 10 dias para vender a posição.

Após esse período, se a situação continuar, a IAG comprará a participação ao preço mais baixo entre o valor contabilístico líquido da ação de acordo com o último balanço auditado e o preço de negociação médio do papel do grupo na London Stock Exchange no dia em que ocorreu a compra.

A legislação europeia afirma, recorda a companhia, que 50% mais uma ação das companhias aéreas da Europa deve ser detida por investidores europeus – o que, de qualquer maneira, é um pouco mais que os 47,5% propostos.

Estas restrições não afetam investidores britânicos e acionistas oriundos daquele país, que o grupo considera como fazendo parte do Espaço Económico Europeu. A este respeito, a holding enfatiza que “os britânicos não são e não serão tratadas como pessoas de fora da União Europeia, portanto, não são nem devem ser objeto de restrições sobre a aquisição de ações de que trata este anúncio”.

De qualquer modo, e para já, a IAG acrescenta que “não há planos para emitir tais notificações”.

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