IGCP vai ao mercado na quarta-feira levantar 1.750 milhões de euros em BT

O IGCP anuncia dois leilões de dívida pública de curto prazo para 16 de janeiro de 2019.

D.R.

O IGCP vai realizar no próximo dia 16 de janeiro pelas 10:30 horas dois leilões das linhas de Bilhetes do Tesouro (BT) com maturidades em 19 de julho de 2019 e 17 de janeiro de 2020, com um montante indicativo global entre 1.500 milhões e 1.750 milhões de euros.

A linha com maturidade de seis meses é uma reabertura de uma linha já existente enquanto que a 12 meses é um lançamento de uma nova linha.

Na última emissão de BT que ocorreu em 21 de novembro, Portugal colocou 1.000 milhões de euros, o que foi um montante inferior ao máximo anunciado, em Bilhetes do Tesouro a seis e 12 meses, mas com taxas de juro negativas e a descerem face aos anteriores leilões comparáveis. A 12 meses foram então colocados 650 milhões de euros em BT à taxa de juro média de -0,327%, de novo negativa e inferior à registada em 19 de setembro, quando foram colocados 1.000 milhões de euros a -0,270%.

A seis meses foram na altura colocados 350 milhões de euros em BT à taxa média de -0,369%, mais negativa do que a verificada em 19 de setembro, quando foram colocados 400 milhões de euros a -0,317%.

De acordo com o Plano de Financiamento da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), em 2019, “espera-se que o financiamento líquido resultante da emissão de BT resultará num impacto positivo de 600 milhões de euros”.

A instituição liderada por Cristina Casalinho diz que “será mantida a estratégia de emissão ao longo de toda a curva, combinando prazos curtos com prazos longos”.

“O IGCP manterá a realização de leilões mensais de BT na 3ª quarta-feira de cada mês e, se a procura de investidores o justificar, pode usar também a 1ª quarta-feira”, anunciou no inicio do ano a agência que gere a dívida pública.

No plano é ainda dito, relativamente aos BT que “o montante indicativo dos leilões continuará a ser anunciado ao mercado através de um intervalo”, sendo que a decisão de alocação a cada série caberá ao IGCP em função da procura verificada e do respetivo preço.

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