Imposto: Consumo de refrigerantes cai 25% e rende quase 50 milhões de euros

Novo imposto sobre refrigerantes rendeu aos cofres do Estado 46,7 milhões de euros em seis meses, e a meta do Governo está fixada nos 80 milhões de euros até ao final do ano.

Desde 1 de fevereiro, dia em que o imposto entrou em vigor, a venda de bebidas com mais açúcar desceu 25%, de acordo com dados divulgados.

Apesar de serem bons resultados, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas disse à RTP que o Governo tem de gastar mais na prevenção. “Portugal está a gastar cerca de 0,2% em medidas de prevenção e a média da OCDE é de 3%. É também importante colocar nutricionistas nos locais certos, e aqui o Governo também continua a falhar”, acrescenta Alexandra Bento. “O Governo prometeu colocar 55 nutricionistas nos locais de saúde primários, durante o ano de 2017, e esta promessa falhou”.

O novo imposto sobre refrigerantes rendeu aos cofres do Estado 46,7 milhões de euros em seis meses, e, segundo o Jornal de Notícias, a meta do Governo está fixada nos 80 milhões de euros até ao final do ano. O Ministério Público quer ainda proibir por completo a venda deste tipo de bebidas em hospitais e escolas.

“Em Fevereiro, as bebidas mais açucaradas representavam 45% do total das vendas e as menos açucaradas 55%, estavam muito próximas. Em Julho, as mais açucaradas representavam 27% face a 73% das menos açucaradas”, anunciou o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo.

 

 

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