PremiumImposto sobre o tabaco agrava desequilíbrio na concorrência

Atualmente, Portugal é um mercado prioritário na estratégia da BAT que assenta a sua aposta na Nova Geração de Produtos (vapor, aquecido e híbrido), um segmento para o qual os portugueses revelam ter uma grande abertura.

Fundada em 1902, a British American Tobacco (BAT) é uma empresa de bens de consumo, líder em várias categorias, que fornece produtos de tabaco e nicotina a centenas de milhões de consumidores em todo o mundo. Durante décadas, construiu o seu negócio para responder às preferências de fumadores adultos com marcas de cigarros mundialmente conhecidas. Em 2012, com o surgimento de novas e melhores tecnologias, desenvolveu uma nova visão para a empresa, com uma mudança para um portefólio de produtos com risco reduzido. Desde então, já investiu mais de 2,5 mil milhões de dólares (cerca de 2,1 mil milhões de euros ao câmbio atual) no de­senvolvimento da gama de ‘Produtos de Nova Geração’, bem como em todo o espetro da inovação, inclusive internamente. No decorrer desta estratégia, tem definida como prioritária a introdução destes produtos no mercado português, onde opera há quase duas décadas.

Qual a estratégia da BAT para o mercado português?

A estratégia é muito simples, queremos continuar a crescer em Portugal. Hoje, a BAT é ainda uma empresa pequena, atendendo a que temos uma quota do mercado nacional de cerca de 5,5%, ainda que em Lisboa essa quota seja superior, de cerca de 10,5%. Mas estes números não são suficientes e estamos a investir para crescer mais. Os planos não passam só pelo que chamamos de tabaco atual mas também, e sobretudo, pelos Produtos de Nova Geração (NGP) porque têm de facto um potencial muito grande, não só em Portugal mas em todo o mundo. Portugal é um país especial porque, em termos dos NGP, é um dos mercados mais avançados na Europa. Talvez nem os portugueses saibam disto, mas é uma realidade. Quando comparamos com Espanha, outro dos territórios da responsabilidade desta equipa, verificamos que é bastante mais avançado porque é muito mais aberto a tecnologia, inovações e também mais aberto ao que os NGP têm para oferecer. Este objetivo está definido, em pipeline, e acreditamos que esta é uma oportunidade de transformar o mercado português.

Nestas duas décadas, como evoluiu o mercado nacional em termos concorrenciais? Que ajustes foram sendo feitos no posicionamento da BAT?

Um dos maiores desafios que se colocam hoje ao plano de crescimento em Portugal é o sistema fiscal. Quero deixar bem claro que não somos contra os impostos, este é um produto controverso e tem de ser taxado de acordo com o teor de risco. O problema está no facto de este sistema prejudicar as companhias com um certo perfil, como o da BAT, e tende a favorecer outras companhias. O Governo português, no Orçamento de Estado para 2019, acaba de perder uma oportunidade de equilibrar este sistema. Mas apesar desta situação, consideramos que podemos continuar a crescer. Pretendemos fazê-lo através da diferenciação do produto, oferecendo produtos de melhor qualidade e trazendo inovação, também ao nível dos serviços porque a nossa relação com o retalhista é muito forte.

 

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