Indáqua reclama liderança na redução de perdas de água em Portugal

Se o país no seu todo apresentasse os níveis de desempenho da empresa, teriam sido poupados, só em 2017, mais de 157 milhões de metros cúbicos de água em Portugal, garantem os responsáveis da Indáqua.

O grupo Indáqua fechou o ano de 2018 com uma redução do índice de perdas pelo quarto ano consecutivo publicado pelo regulador do setor.

Designado por “Água Não Faturada” (ANF), este estudo da ERSAR – Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos colocou todos passando todos os sistemas concessionados a empresas do grupo Indáqua no intervalo (-20%), que classifica o serviço como ‘Bom’.

“A empresa apresenta níveis médios de perdas em 14,3%, inferiores a metade das nacionais (30,2%) o que significa que, se o país no seu todo apresentasse estes níveis de desempenho, teriam sido poupados, só em 2017, mais de 157 milhões de metros cúbicos de água”, destaca um comunicado da empresa.

O mesmo documento sublinha que dois municípios, Santo Tirso e Trofa, apresentam os valores mais baixos de ANF em Portugal (-10%) e estão ambos concessionados à Indáqua, que abastece mais de 600 mil habitantes na zona norte do país (Santo Tirso/Trofa, Fafe, Matosinhos, Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis, Vila do Conde e São João da Madeira), sendo que todos estes municípios cumprem já o objetivo nacional (-20%).

“Para a Indáqua, a gestão da redução de perdas é um tema central e prioritário na estratégia da empresa que tem como objetivo atingir níveis de ‘performance worldclass’, nos municípios onde está presente. Numa altura em que, segundo os dados do Boletim Climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, no mês de janeiro choveu metade do habitual para a época e já 94% de Portugal continental atravessa um período de seca (com o sul do Tejo em situação de seca grave), a redução das perdas de água impõe-se como um objetivo de máxima preocupação para a empresa”, assinala o referido comunicado.

“Se no conjunto do panorama nacional o que se observou foi um aumento do desperdício de água em 2018, quando isolamos os operadores do setor privado (concessões municipais responsáveis pelo abastecimento de cerca de 20% da população) o que se obtém é uma imagem oposta (…)”, revela a Indáqua.

A ERSAR publicou recentemente o relatório anual, que sintetiza a informação mais relevante referente à caracterização e evolução do setor face ao ano anterior, incluindo a própria avaliação da qualidade do serviço prestado aos utilizadores.

“Feita a análise aos dados que caracterizam as 256 entidades gestoras em Portugal continental, verifica-se o pior índice de ANF dos últimos quatro anos (30,2%) colocando assim o país no intervalo em que o regulador classifica o serviço como ‘Insatisfatório’ e colocando numa situação alarmante os níveis de perdas de água praticados pelo conjunto do panorama nacional”, avança a Indáqua.

“A Indáqua tem procurado partilhar a sua experiência nesta área, e a participação em projetos de redução de perdas com outras entidades gestoras é já uma realidade, num modelo de contratos de desempenho, em que a remuneração fica condicionada ao atingimento de objetivos efetivos de melhoria do desempenho”, afirma Enrique Castiblanques, CEO da Indáqua.

A Indáqua – Indústria e Gestão de Água, S.A. é uma empresa portuguesa com competências em diferentes áreas de negócio e com grande presença internacional, gerindo concessões de abastecimento de água em Fafe, Santo Tirso, Trofa, Vila do Conde, Matosinhos (onde se situa a sede da empresa), Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis e uma parceria publico-privada em São João da Madeira.

Ler mais
Recomendadas

PAN refere que “bancarrota ambiental está anunciada”

O deputado André Silva foi o primeiro a discursar na sessão solene dos 45 anos do 25 de Abril e aproveitou a ocasião para alertar para os problemas ecológicos e dizer que a “elite política está de costas voltadas para o futuro”.

Ecologistas bloqueiam entrada da bolsa de Londres

Ativistas do grupo ecologista Extinction Rebellion bloquearam esta quinta-feiraa entrada do edifício da bolsa de Londres, enquanto outros se manifestavam no alto de um comboio no décimo primeiro dia de protestos.

Veja aqui o debate com o secretário de Estado da Mobilidade no ICPT

Sob o tema “Mobilidade, quo vadis?”, José Gomes Mendes, secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade, Ambiente e Transição Energética vai esta terça-feira ao almoço-debate do International Club of Portugal, no Hotel Double Tree by Hilton, em Lisboa.
Comentários