Indústria de pinho em Portugal é deficitária em 43%

A fileira de floresta de pinho em Portugal atingiu em 2016 um volume de negócios de 3.281 milhões de euros e 36% das exportações nacionais das ind´

Num ano em que os incêndios, as polémicas e as prometidas medidas sobre a política florestal têm dominado o debate público, um estudo do Centro Pinus – Associação para a Valorização da Floresta, relativo a 2016, estima que existe um défice de 43% por arte desta fileira florestal em relação às exigências das diversas indústrias.

De acordo com esse documento, existe neste momento uma disponibilidade de 2,3 milhões de metros cúbicos de madeira de pinho, quando o consumo requerido pelas indústrias nacionais ascende, por ano, a cerca de quatro milhões de metros cúbicos.

Daí resulta um défice de 1,7 milhões de metros cúbicos por ano. Um diferencial negativo de 43% entre a produção e a procura, assegura o Centro Pinus.

Mesmo que o consumo de madeira de pinho no ano passado tenha decrescido 9% face a 2015.

Este estudo adianta que a fileira da floresta de pinho em Portugal representa 50% do VAB – Valor Acrescentado Bruto e 45% do volume de negócios das indústrias florestais nacionais.

A fileira do pinho em Portugal, de acordo com este relatório, valeu em 2016 um volume de negócios de 3.281 milhões de euros, mais 6% que no ano precedente, e um VAB de 993 milhões de euros, uma subida de 9% face a 2015.

Esta fileira representou no ano passado 36% das exportações nacionais no setor das indústrias florestais e 3,4% do total das exportações nacionais de bens.

 

Ler mais
Recomendadas

Preços predatórios continuam a dominar o setor da segurança privada

O problema do ‘dumping’ no negócio da segurança privada ainda não foi mitigado. A responsabilidade solidária imposta pela Lei da Segurança Privada, de julho, poderá contudo ser a solução.

Segurança privada. Contratação com prejuízo é uma prática generalizada

No geral, os preços de contratação da segurança privada continuam a ser feitos com prejuízo. A rentabilidade dos capitais próprios das empresas do setor é negativa e a lei da segurança privada impõe responsabilidade solidária ao cliente, o que pode contribuir para a redução das más práticas.

Diretiva Netflix: Cofina quer apostar na criação de conteúdos para exportar

À boleia das novas regras europeias que exigem que plataformas como a HBO ou a Netflix tenham 30% de conteúdos europeus, a Cofina espera “intensificar a criação de conteúdos de perfil exportador”, após a compra da Media Capital, dona da Plural, produtora de conteúdos.
Comentários