Inpharma vai investir seis milhões de euros num novo laboratório em Cabo Verde

Com este novo investimento, a Inpharma conta aumentar a produção para apostar na internacionalização, nomeadamente para os mercados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em particular para a Guiné e São Tomé Príncipe.

Os Laboratórios Inpharma vão investir seis milhões de euros na construção de uma nova unidade fabril em Cabo Verde, para apostar na internacionalização, apurou o Jornal Económico Cabo verde, de fonte conhecedora do processo.

A primeira pedra da nova unidade vai ser lançada a 5 de outubro, data em que a Inpharma comemora o seu 25º aniversário.

O processo de construção da nova fábrica vai prolongar-se por 14 a 18 meses, devendo estar concluído no final de 2019 ou início de 2020. A construção conta com a pré-qualificação na Organização Mundial de Saúde (OMS).

A nova unidade representará um aumento da capacidade de produção da única fábrica de medicamentos de Cabo Verde e, ao mesmo tempo, levará à “criação de emprego qualificado, mais exportação e aumento da autonomia e competitividade no mercado farmacêutico”, segundo a mesma fonte.

A Inpharma produz, atualmente, cerca 74 moléculas, o que equivale a uma disponibilização no mercado de 85 medicamentos, nas formas sólida, líquida e pastosa.

Com este novo investimento, a Inpharma conta aumentar a produção para apostar na internacionalização, nomeadamente para os mercados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em particular para a Guiné e São Tomé Príncipe.

Além da produção de medicamentos, no âmbito da internacionalização, o laboratório de controlo de qualidade da Inpharma, o Inlab, tem realizado ensaios e consultoria nos setores de águas e alimentação, tanto no mercado nacional como também a nível internacional, por exemplo à OOAS, Instituição especializada da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) responsável pelas questões sanitárias, assim como a outros Países da CEDEAO e PALOP (países africanos de língua oficial portuguesa).

O maior acionista da Inpharma é a Labesfal Cabo Verde com 43,8% da empresa, detidos pelo empresário português Joaquim Coimbra, e a Emprofac, Empresa Nacional de Produtos Farmacêuticos, responsável por garantir a Importação, o Armazenamento, a Comercialização e a Distribuição de medicamentos e produtos farmacêuticos, que detém 40% do capital social.

Os restantes 16.2% são detidos por privados cabo-verdianos, em particular trabalhadores da Emprofac e da Inpharma.

A cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova fábrica de medicamentos da Inpharma contará com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva.

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“Vamos ter em conta as propostas apresentadas, as temáticas tratadas, o trabalho já feito pelas organizações que vão apresentar estes projetos, a viabilidade e a sustentabilidade desses projetos, uma vez terminado o potencial financiamento”, disse Sofia Moreira de Sousa, embaixadora da União Europeia em Cabo Verde.
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