Investidores deverão apostar em seleção ativa para 2019, diz analista da AllianzGI

No artigo “2019 outlook: active selection is essential”, o analista da Allianz Global Investors identifica quatro temas chave para o próximo ano, entre os quais as consequências de uma “guerra fria tecnológica”, que pode provocar uma disrupção na cadeia de oferta global.

Fotografia cedida

A crescente volatilidade do mercado, em resultado de uma economia global mais divergente e de alterações políticas, obriga a uma postura ativa e seletiva sobre o investimento. A conclusão é do global strategist da Allianz Global Investors, Neil Dwane, na análise “2019 outlook: active selection is essential”.

“À medida que a economia global se vai tornando menos sincronizada e mais divergente, os investidores devem procurar ser mais ativos e seletivos”, salienta Neil Dwane.

O analista da gestora de investimento identifica quatro temas chave para o próximo ano, entre os quais as consequências de uma “guerra fria tecnológica”, que pode provocar uma disrupção na cadeia de oferta global.

Salienta ainda que o fim dos estímulos do banco central poderá resultar “em menos crescimento e maior volatilidade” e o trio de factores “‘ambiente, social e governança”, como determinante para o desempenho dos investidores.

Neil Dwane realça ainda que os temas atrativos de longo prazo incluem o crescimento da inteligência artificial e a influência crescente da China na Ásia.

“A desigualdade económica que tem aumentado nas sociedades em todo o mundo é um fator significativo para impulsionar o sentimento antiglobalização, e parece que a tendência pode aumentar.  A desigualdade é uma questão política que ajudou a impulsionar o surgimento de partidos nacionalistas e populistas. Também pode arrastar o crescimento, desestabilizar os sistemas sociais e enfatizar os orçamentos do governo”, acrescenta.

 

Neil Dwane antecipou que não se espera uma recessão norte-americana, ainda que se registe um abrandamento. “A economia dos Estados Unidos deve desacelerar, assim que o efeito do corte de impostos do presidente Trump desaparecer, mas um Congresso dividido não consegue alterar significativamente sua política económica”, acrescentou.

Destacou ainda as preocupações com o Brexit e que a direção da política europeia podem reduzir a confiança e alimentar a incerteza dos mercados na Europa.

Já sobre a China antecipou a transição da sua economia para uma economia “impulsionada pelo consumo e pelos serviços”, mas pode ser prejudicada por atritos comerciais e pela emergente “guerra fria tecnológica” com os EUA.

Ler mais
Recomendadas

Wall Street fecha mista em sessão volátil

O Dow Jones caiu -0,22% para fechar nos 24.370,2 pontos; o Nasdaq subiu 0,16% para 7.031,8 pontos e o S&P 500 desceu 0,04% para 2.636,8 pontos, numa sessão que foi marcada pela volatilidade. No caso do Dow Jones, o índice chegou a perder 24.000 pontos nos piores momentos da sessão, mas finalmente fechou positivo e acima de 24.300 pontos.

Maré verde nos mercados europeus. Bolsa de Lisboa fecha em contraciclo

Ao contrário do que aconteceu em França, com as empresas de retalho alimentar, em Portugal, a Jerónimo Martins e a Sonae SGPS, ambas expostas ao retalho, penalizaram o índice nacional com a nota de que os trabalhadores irão fazer greve na véspera de Natal”, refere a análise da Mtrader.

Setor automóvel guia Wall Street para terrenos positivos

Na segunda sessão da semana, os três principais índices abriram a negociar em terreno positivo. O setor automóvel está a animar os investidores depois dos sinais positivos sobre o progresso das negociações comerciais entre os EUA e a China.
Comentários