Investidores ficam nas linhas laterais à espera de novidades

Com um múltiplo de 18,5 no ‘price earnings ratio’ para as empresas do S&P 500, o risco começa agora a ser mais ruidoso, dado que a média dos últimos 20 anos está nos 16,5, ou seja os títulos das cotadas em Wall Street estão caros.

Daniel Munoz/Reuters

A sessão de quinta-feira em Wall Street foi semelhante à do dia anterior: movimentos reduzidos, poucos motivos de interesse e o sentimento foi principalmente dominado pelo ruído que saiu do tópico da guerra comercial.

Com a redução das perspetivas para um entendimento entre os EUA e a China até ao final de 2019, os investidores ficaram mais reticentes em dar o beneficio da dúvida, optando agora por ficar um pouco de fora da acção, excepto para os negócios de curto prazo que não estão dependentes das questões macroeconómicas ou das avaliações das empresas.

Até porque se um apaziguar do conflito comercial entre as duas maiores economias do mundo pode vir a dar o impulso necessário para uma recuperação do fulgor económico a nível global, o certo é que com um múltiplo de 18,5 no price earnings ratio para as empresas do S&P 500, o risco começa agora a ser mais ruidoso, dado que a média dos últimos 20 anos está nos 16,5, ou seja os títulos das cotadas em Wall Street estão caros.

Recordo que no próximo dia 15 de dezembro termina o prazo que o presidente Trump tinha estabelecido para que um acordo, mesmo que parcial, o que a não acontecer poderá despoletar um agravamento das tarifas existentes e a efectivação de algumas que têm estado suspensas.

Ora, com as leis aprovadas no Congresso dos EUA, tanto pelo Senado, como pela Casa dos Representantes, que visam dar força ao movimento de protesto presente nas ruas de Hong Kong, o clima das negociações piorou consideravelmente, o que não é de estranhar dada a pouca abertura que a China sempre demonstrou para com “intromissões”, válidas ou não, de outros países na sua política interna.

Não obstante as perdas médias de -0.2% registadas nos índices norte-americanos ontem, o certo é que desta feita não foi notória uma procura por activos refúgio, pelo contrário, com todos os sectores ligados à protecção a perderem valor, com destaque para as imobiliárias que recuaram -1,39%, mais que qualquer outro grupo.

Em sentido inverso estiveram as energéticas, que continuaram no caminho ascendente de quarta-feira conseguindo subir 1,63%, em linha com os 2,53% de ganho registado no preço do WTI para os $58,42 por barril, devido à perspectiva de uma extensão até meados de 2020, dos cortes na produção efetuados por parte da OPEP, até meados de 2020.

O gráfico de hoje é do EUR/USD, o time-frame é de 4 horas.

 

 

O principal par de moedas poderá estar a caminho de continuar a correção iniciada em outubro, após a ocorrência de um padrão de duplo topo em time-frame diário.

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