IPCG: “Só o domínio das boas práticas de governo permite fiscalizar bem os administradores”

O Instituto Português de Corporate Governance vai realizar o seu quarto curso para formar mais 30 gestores em boas práticas de governo societário

“A função de fiscalização dos executivos só pode ser assegurada pelos administradores não executivos se tiverem total conhecimento das regras que nunca podem ignorar e das boas práticas de governo societário”, refere Manuel Agria, diretor geral executivo do Instituto Português de Corporate Governance (IPCG). É por isso que o IPCG promove um novo curso de formação em boas práticas de governo societário – a 15, 16, 22 e 23 de março, que constituirá a IV Edição do “Programa Avançado para Administradores Não Executivos”. As anteriores edições realizaram-se em 2016, 2017 e 2018.

“Este ano, já temos 15 inscrições e contamos ter novamente um total de 30 administradores não executivos no programa de 2019”, comenta Manuel Agria. Até à data, o IPCG já formou 90 administradores nas melhores práticas de governo societário e em 2019 passam a ser 120. “Ainda é um pequeno universo, mas já contribuirá para melhorar as práticas de fiscalização aos administradores executivos, minorando problemas de gestão que muitas vezes só são detetados tardiamente e com consequências graves para a vida das empresas”, refere Manuel Agria.

Na memória recente do sector empresarial português ficou gravado o episódio do administrador não executivo de um grande grupo financeiro que relatou que sempre entrou mudo e saiu calado nas reuniões em que participou porque sabia que não podia emitir opiniões.

“A fiscalização dos executivos tem de aumentar e o IPCG tem como adquirido que o papel dos administradores não executivos é hoje amplamente reconhecido como um elemento decisivo na qualidade e eficácia dos modelos de Corporate Governance”, refere Manuel Agria. Os programas de formação do IGCP têm docentes com grande experiência no exercício de funções de governo societário em empresas nacionais e internacionais de referência.

O próximo programa do IPCG terá todas as valências relevantes para o exercício da atividade não executiva dos gestores, desde os princípios de ‘Corporate Governance’, à gestão estratégica, passando pela ética e responsabilidade social, a auditoria, compliance e gestão do risco, as relações com os investidores institucionais, o desempenho económico-financeiro, as relações com o Estado, fusões e aquisições, a organização e dinâmica dos conselhos de administração e ainda os recrutamentos, nomeações, remunerações e avaliação do board.

Entre os membros do IPCG, estão gestores séniores como Luís Todo Bom, António Gomes Mota, Vítor Bento, Manuel Sebastião, Alexandre Mota Pinto, Duarte Pitta Ferraz, André Gorjão Costa, Gonçalo Maury ou José Crespo de Carvalho.

O Jornal Económico é media partner deste programa do IPCG.

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