Irão alerta Coreia do Norte para a possibilidade de Trump rasgar acordo “numa questão de horas”

“Não sabemos com que tipo de pessoa o líder norte-coreano está a negociar. Não sabemos se ele cancelaria ou não o acordo antes ainda de voltar para casa”, afirmou o porta-voz do Governo iraniano, Mohammad Bagher Nobakht, citado pela agência IRNA.

Raheb Homavandi/REUTERS

O Irão instou esta terça-feira o líder norte-coreano, Kim Jong-un, a não confiar no presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tendo em conta a possibilidade deste vir a rasgar o acordo assinado com Pyongyang numa “questão de horas”. O Governo iraniano recorda um episódio que sentiu na pele, quando Donald Trump decidiu retirar os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 assinado com o país.

“Não sabemos com que tipo de pessoa o líder norte-coreano está a negociar. Não sabemos se ele cancelaria ou não o acordo antes ainda de voltar para casa”, afirmou o porta-voz do Governo iraniano, Mohammad Bagher Nobakht, citado pela agência IRNA.

No acordo histórico assinado esta madrugada, Donald Trump e Kim Jong-un comprometem-se a estabelecer novas relações entre os países em concordância com as vontades dos dois povos de ter paz e prosperidade. A Coreia do Norte compromete-se a trabalhar para a completa desnuclearização da Península da Coreia e os Estados Unidos garantiram dar segurança a Pyongyang.

O acordo vem pôr fim a décadas de tensões e hostilidades entre os dois países e pode vir a abrir uma nova era nas relações diplomáticas entre os dois países. O encontro foi aplaudido por vários países em todo o mundo, mas as autoridades do Irão mostram-se céticas. O país viu recentemente Donald Trump rasgar um outro acordo nuclear de igual importância assinado com cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido) mais a Alemanha.

O presidente iraniano, Hassan Rohani, garantiu que o Irão “se vai manter” no acordo nuclear de 2015 após a retirada dos Estados Unidos, desde que os seus interesses sejam garantidos. “Devemos ser pacientes para ver como os outros países reagem”, afirmou Hassan Rohani. Caso a União Europeia não forneça provas sólidas de que permanecerá no acordo com o Irão, o país vai retomar a produção de urânio (para fins não militares).

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