Irão diz que sanções impostas pelos Estados Unidos são “terrorismo económico” com

O líder iraniano considera que as sanções económicas unilaterais aplicadas pelos norte-americanos em maio são injustas e visam “assustar outros estados” a não investir no país.

Morteza Nikoubazl/REUTERS

O Presidente do Irão, Hassan Rohani, acusou este sábado os Estados Unidos de estarem a fazer “terrorismo económico”, com as sanções económicas impostas ao país. O líder iraniano considera que as sanções económicas unilaterais aplicadas pelos norte-americanos em maio são injustas e visam “assustar outros estados” a não investir no país.

“Os Estados Unidos fazem terrorismo económico e visam criar pânico na economia de um país e assustar outros estados”, afirmou Hassan Rohani, em conferência de imprensa, em Teerão.

A Administração Trump decidiu aplicar sanções ao Irão, depois de ter rasgado o Plano Conjunto de Ação (ou Joint Comprehensive Plan of Action – JCPOA -, em inglês), que visava restringir a capacidade do Irão desenvolver armas nucleares em troca de um alívio das sanções.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou a decisão, afirmando que o acordo nuclear com o Irão foi “o pior de sempre” para o país e que este não cumpria com objetivo-base da sua criação: conter as ambições nucleares de Teerão. O primeiro pacote de sanções entrou em vigor em agosto passado, afetando o comércio de divisas, metais e o setor automóvel.

No início de novembro foi aplicado um novo pacote de sanções, descrito como “o mais duro de sempre”, ao afetar alguns setores fulcrais da economia iraniana. As sanções incidem sobre mais de 700 indivíduos, entidades, navios e aviões. Na lista estão incluídos também grandes bancos, exportadores de petróleo e empresas portuárias. Fora desta lista ficam alimentos, produtos agrícolas, medicamentos e equipamentos médicos.

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