ISEG: tendência económica deverá melhorar no segundo trimestre

A estimativa para o período entre abril e junho segue-se a um primeiro trimestre em que o produto interno bruto (PIB) português cresceu 2,1% na comparação homóloga e 0,4% face ao trimestre anterior.

Peter Nicholls/Reuters

O indicador de tendência da atividade global, que pondera uma série de indicadores económicos numa análise dos economistas do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) decresceu ligeiramente em março, em linha com os dados já conhecidos. Para o segundo trimestre do ano, a a evolução poderá ser mais positiva.

“Relativamente ao segundo trimestre a informação ainda é bastante escassa mas é tendencialmente positiva. No domínio dos indicadores qualitativos, registou-se uma evolução contraditória dos indicadores de Clima e Sentimento Económico, mas o indicador de confiança dos consumidores voltou a crescer em março e abril”, explica o Grupo de Análise Económica, na Síntese de Conjuntura de maio.

No domínio quantitativo, sublinham que o consumo de cimento voltou a acelerar (assim como melhorou o indicador de confiança na construção). A produção automóvel voltou a crescer de forma muito significativa (108%), impulsionada pela produção da Autoeuropa e o comércio automóvel também cresceu mais do que nos meses anteriores (ligeiros de passageiros e pesados).

A estimativa para o período entre abril e junho segue-se a um primeiro trimestre em que o produto interno bruto (PIB) português cresceu 2,1% na comparação homóloga e 0,4% face ao trimestre anterior. “Estes valores evidenciam uma desaceleração do crescimento trimestral homólogo, e em cadeia, um pouco mais intensa do que a esperada”, explicam.

No mesmo período a taxa de desemprego fixou-se em 7,9%, um decréscimo de 2,2 pontos percentuais em termos homólogos. Em março (mês que teve menos dois dias úteis), o Índice de Produção Industrial registou um decréscimo homólogo de 1,9%.

“Em todo o caso, vão ser necessários mais dados para definir o [segundo] trimestre, em particular os relativos a exportações e importações de bens e serviços, cujo saldo, em volume, foi negativo no primeiro trimestre e contribuiu para um menor crescimento”, referem os economistas do ISEG, sublinhando que “a previsão para o crescimento do PIB no corrente ano será revista no próximo mês, depois de conhecidos os valores estimados pelo INE para as diferentes componentes da procura no primeiro trimestre”.

Fonte: ISEG – Síntese de Conjuntura, maio 2018