Itália vai crescer moderadamente mas incertezas são mau presságio

O crescimento da economia italiana deverá acelerar moderadamente a partir deste ano, mas a incerteza das políticas governamentais e o planeado recuo das reformas estruturais são um mau presságio, segundo as previsões da Comissão Europeia hoje divulgadas.

Depois de ter atingido 1,6% em 2017, Bruxelas prevê que o crescimento do PIB de Itália seja de 1,1% este ano, 1,2% em 2019 e 1,3% em 2020, sustentado sobretudo pelo aumento do investimento resultante de incentivos fiscais e pelas “ainda favoráveis” de financiamento apesar das turbulências dos mercados.

Segundo as previsões da Comissão Europeia hoje divulgadas em Bruxelas, a incerteza das políticas governamentais e o planeado recuo das reformas estruturais são um “mau presságio” para o emprego e para o crescimento potencial de Itália.

O moderado crescimento nos próximos anos será sustentado por uma recuperação das exportações e aumento do gasto público, refere Bruxelas, adiantando que depois de um sólido crescimento, de 1,6%, em 2017, a economia italiana desacelerou na primeira metade deste ano devido à queda das exportações e da produção industrial.

Contudo, Bruxelas sublinha que o aumento do défice associado a taxas de juro mais altas e riscos “substanciais e negativos”, incluindo incerteza quanto às políticas do Governo, coloca em risco a redução do elevado rácio da dívida pública face ao Produto Interno Bruto (PIB).

Para o rácio da dívida pública face ao PIB, Bruxelas prevê que este atinja 131,1% este ano, desça para 131% em 2019 e volte a subir para 131,1% em 2020.

O rácio do défice do Estado face ao PIB deverá agravar-se de 1,9% este ano para 2,9% em 2019 e 3,1% em 2020.

No que diz respeito à taxa de desemprego, a Comissão Europeia prevê que esta desça de 10,7% este ano para 10,4% em 2019 e 10% em 2020, depois de se ter cifrado em 11,2% em 2017.

Em relação à taxa de inflação de Itália, Bruxelas prevê que esta acelere ligeiramente, ao passar de 1,3% este ano para 1,5% em 2019 e 1,4% em 2020, em linha com os preços mais elevados da energia.

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