Já há interessados em construir várias mega-centrais solares de mil megawatts em Portugal

“Já tivemos a manifestação de interesse de três ou quatro projetos em torno de 1 gigawatt (GW)”, revelou João Galamba.

Portugal pode vir a ter três ou quatro mega-centrais solares com mil megawatts (MW) cada uma no futuro. Apesar de nada ainda estar fechado, o Governo revelou que já recebeu manifestações de interesse para construir estes projetos por parte de investidores.

“A nossa estratégia é bastante diversificada, não apostamos numa linha única, não metemos os ovos todos no mesmo saco. Apostamos em centrais de média e de grande dimensão por via dos leilões, entre 10 a 200 MW, é o tipo de projetos que admitimos nos leilões”, começou por explicar o secretário de Estado da Energia na terça-feira, 11 de junho.

“Mas permitimos, através da alteração que fizemos na legislação, que à margem do leilão, através da submissão de um pedido aos operadores de rede, mas feito via DGEG [Direção-Geral de Energia] o investimento direto do reforço de rede, aí sim abrimos espaço para projetos de grande dimensão”, segundo disse João Galamba em declarações aos jornalistas à margem do “Africa Energy Forum” que decorre esta semana em Lisboa.

“Não impomos que sejam de grande dimensão, mas pela natureza dos investimentos é expectável que seja de grande dimensão. Já tivemos a manifestação de interesse de três ou quatro projetos em torno de 1 gigawatt (GW). São esse tipo de projetos que agora, em articulação com a DGEG e o operador da rede de transporte, verão as condições necessárias de investimento para criar espaço na rede para esse tipo de projeto, obviamente que serão muito bem vindos, caso apareçam, cabe-nos a nós criar condições para que possam aparecer, foi isso que fizemos”, revelou.

Se estas mega-centrais avançarem, então as metas para os leilões vão ser reduzidas. “Isto é tudo um pouco interativo, isto está tudo ligado”.

O primeiro leilão de energia solar vai ter lugar na “primeira quinzena de julho” e visa atribuir potência no valor de 1.400 MW. As inscrições para o leilão vão ter lugar numa plataforma online criada especificamente para o efeito. “O site ficou online no sábado [8 de junho], no dia 17 começam as inscrições no site, até 30 de junho, e esperamos ter grande procura. Depois o leilão decorrerá eletronicamente no OMIP, em julho caberá depois ao júri que será nomeado pela DGEG em articulação com o OMIP, com os participantes que inscrevem e ficarem qualificados. O leilão será depois lançado na primeira quinzena de julho”.

Sobre a sessão de esclarecimento a investidores que teve lugar na passada quinta-feira, 7 de junho, o governante diz que a mesma foi “muito participada”.

“Foi uma excelente sessão de esclarecimento, muito participada, tivemos que mudar de sala para acomodar tanta procura, tínhamos muita gente, cerca de 350 pessoas, de promotores nacionais e internacionais, empresas europeias e fora do espaço europeu, bancos, escritórios de advogados. Procurámos explicar as alterações que fizemos na lei, e depois as regras do leilão detalhadamente com a disponibilização dos mapas onde a capacidade esta disponível e os pontos de rede todos”, adiantou João Galamba.

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