Japonesa Bridgestone vai comprar TomTom por 910 milhões de euros

Através da subsidiária Bridgestone Europe, a maior fabricante de pneus do mundo deverá concluir a aquisição da empresa holandesa de GPS no segundo trimestre de 2019.

A fabricante de pneus Bridgestone Europe, subsidiária do grupo japonês da indústria de borracha, anunciou esta quarta-feira que chegou a acordo para a compra da holandesa TomTom Telematics por 910 milhões de euros.

O objetivo do negócio é criar uma plataforma de dados líder na conetividade de veículos, realizar vendas cruzadas de pneus e soluções a uma base de clientes mais ampla, melhorar o desenvolvimento e teste virtual de pneus perante o acesso a mais dados e inovar nos pneus conectados.

A transação, sujeita a aprovação dos reguladores, deverá estar concluída ainda no segundo trimestre de 2019 e prevê que a fabricante de sistemas de navegação se tenha de adaptar estrategicamente à Bridgestone, que conta com 860.000 veículos e uma gestão de mais de 800 milhões de posições de GPS, 3,3 milhões de deslocações e 200 milhões de dados recebidos diariamente.

“Reconhecemos e respeitamos o talento e capacidades da TomTom Telematics e dos seus 670 colaboradores. Temos a intenção de promover e ajudar a crescer o seu negócio e apoiar os seus planos atuais”, assegurou Paolo Ferrari, CEO e presidente da Bridgestone EMEA e vice-presidente-executivo do grupo com sede em Tóquio.

Segundo a empresa adquirente, a compra (que só afeta a unidade de negócio de serviços telemáticos) está a ser financiada pelo valor líquido disponível no balanço e deverá ter um impacto positivo nas suas receitas por ação ainda este ano.

Harold Goddijn, CEO da TomTom, confessou que, após “uma exaustiva revisão de todas as opções estratégicas”, verificaram que a venda seria “o melhor”. “Vamos continuar a investir no nosso revolucionário sistema de criação de mapas, possibilitando atualizações mais rápidas destes mapas, e reduzindo os custos operativos para facilitar o caminho para a condução autónoma”, disse.

A operação foi assessorada financeiramente pela Morgan Stanley e juridicamente pela Simmons & Simmons.

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