Jardim botânico do Palácio de Queluz premiado pela União Europeia

O projeto de reabilitação do jardim botânico do Palácio Nacional de Queluz, no concelho de Sintra, foi distinguido na edição deste ano do Prémio da União Europeia para o Património Cultural/Europa Nostra, anunciou hoje a organização.

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O projeto de reabilitação do jardim botânico do Palácio Nacional de Queluz, no concelho de Sintra, foi distinguido na edição deste ano do Prémio da União Europeia para o Património Cultural/Europa Nostra, anunciou hoje a organização. Segundo comunicado da Comissão Europeia e da Europa Nostra, principal organização europeia do património, “os 29 vencedores de 17 países foram reconhecidos pelas suas realizações notáveis nos domínios da conservação, investigação, serviço dedicado e educação, formação e sensibilização”.

A organização, que distinguiu a reabilitação do jardim botânico do Palácio Nacional de Queluz na categoria de conservação, entregará os prémios a 22 de junho, em Berlim, na primeira Cimeira Europeia do Património Cultural, onde serão revelados os sete galardoados com o Grande Prémio e o vencedor do Prémio do Público, a partir da votação ‘online’. De entre um total de 160 candidaturas, apresentadas por organizações e particulares de mais de 31 países europeus, foi ainda premiado um projeto num país que não integra o Programa Europa Criativa, pela conservação da Escola Grega Zografyon, em Istambul, na Turquia.

Entre as distinções estão “a reabilitação de uma igreja bizantina na Grécia – com os seus frescos únicos dos séculos VIII e IX –, que foi tornada possível graças a uma cooperação proveitosa entre organizações da Grécia e da Suíça” e “o desenvolvimento de um novo método de conservação das casas históricas da Europa”, resultado da parceria entre cinco instituições de França, Itália e Polónia.

A dedicação de uma rede internacional de ONG (organização não-governamental) empenhadas, há mais de 30 anos, na proteção de Veneza, e um programa público de caráter educativo destinado a crianças e jovens na Finlândia, para que possam beneficiar da sua herança cultural, são também apontados como exemplos que podem inspirar outras iniciativas europeias.

O jardim botânico do Palácio Nacional de Queluz, cuja origem remonta a cerca de 1770, foi destruído por cheias em 1983 e, após um projeto de investigação lançado em 2012, pela sociedade Parques de Sintra-Monte da Lua (PSML), reabriu depois de mais de quatro anos de trabalhos e 815 mil euros de investimento, com a reconstituição da sua coleção botânica e das estufas.

“Este projeto foi bem-sucedido na redescoberta e recuperação de um jardim que se pensava perdido. Para isso recorreu-se a investigação arqueológica, à análise dos fragmentos restantes do jardim e da documentação existente”, notou o júri, citado no comunicado da organização.

A instituição Europa Nostra é representada em Portugal pelo Centro Nacional de Cultura.

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