O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, disse no final da apresentação da situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal que o partido mantém a intenção de realizar a Festa do Avante no início de setembro “se as condições o permitirem”. Recusando que um eventual cancelamento fosse dramático para as contas do PCP, o líder comunista salientou que “em três meses e meio muita coisa poderá acontecer”.
“Estamos obviamente muito empenhados na realização dessa grande data política e cultural. Não se trata de um festival”, defendeu Jerónimo de Sousa, comentando a promulgação pelo Presidente da República do diploma que abre caminho à realização da Festa do Avante na Quinta da Atalaia, no Seixal, sob determinadas condições de segurança para evitar o contágio.
Antes disso, comentando os dados que foram apresentados no Infarmed sobre a evolução da pandemia em Portugal, o secretário-geral do PCP convergiu com o Presidente da República, garantindo que “não existe descontrolo” apesar dos números mais elevados na região de Lisboa e Vale do Tejo destoarem da “situação controlada” no resto do território nacional.
Mas a esse propósito colocou ênfase na “atenção às causas em vez das consequências”, apontando o dedo às empresas de trabalho temporário. Segundo Jerónimo de Sousa, o que se está a passar na Azambuja, onde existe um surto de Covid-19, “obriga a uma reflexão do Governo” sobre o aumento de cuidados de higiene, segurança e saúde no trabalho.

