Líder da oposição russa internado com sintomas de envenenamento

Alexei Navalny foi preso na semana passada durante um protesto contra o Governo de Vladimir Putin. O político foi levado de urgência na madrugada de domingo para o hospital da prisão, onde cumpre uma pena de 30 dias.

Considerado o líder da oposição russa, Alexei Navalny, foi internado de urgência no hospital na madrugada de domingo com sintomas de envenenamento, de acordo com informações prestadas por um dos médicos, segundo conta o jornal “The Guardian” esta segunda-feira.

Alexei Navalny foi levado para o hospital da prisão, onde cumpre uma pena de 30 dias depois de ter sido preso na semana passada por incentivar o povo russo num protesto contra o Governo de Vladimir Putin. A manifestação prosseguiu e provocou a detenção de 1.300 pessoas.

Na origem destes protestos está a recusa das autoridades eleitorais para registar os candidat os independentes para as eleições municipais de Moscovo em setembro.

Alexei Navalny não corre perigo de vida e um dos médicos do hospital disse que o seu estado clínico melhorou na noite de domingo, mas as notícias sobre a sua saúde causaram o alarme num país onde o também opositor político Boris Nemtsov foi morto a tiro em 2015.

Anastasia Vasilieva, um dos médicos de Alexei Navalny, escreveu uma mensagem na conta do Facebook no domingo, de que juntamente com um colega tinham visitado e examinado Navalny no hospital, apesar de lhes ter sido negado o acesso numa primeira ocasião.

No domingo à noite, um médico do hospital, Eldar Kazakhmedov, disse à agência de notícias russa “Interfax” que acreditava que Alexei Navalny estava a sofrer uma reação alérgica, embora não pudesse dizer o quê. “Neste momento, a condição de Navalny está a melhorar e todos os seus principais indicadores estão estáveis. Ele sente-se muito melhor do que quando entrou”, referiu Eldar Kazakhmedov.

A polícia deteve pelo menos 10 membros partidários de Alexei Navalny que se reuniram fora do hospital na noite de domingo, segundo um correspondente da “TVRain”, da Rússia, que também foi preso por um curto período de tempo enquanto estava em direto.

A maioria dos 1.300 manifestantes detidos no sábado foi libertada sem acusação, mas mais de 150 passaram a noite de sábado nas esquadras da polícia e podem vir a ser presentes em tribunal esta semana.

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