Líderes de 37 países participam em fórum sobre projeto internacional da China

A China anunciou hoje a participação de 37 chefes de Estado ou de Governo, incluindo o Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, no segundo Fórum “Uma Faixa, Uma Rota”, em Pequim, entre 25 e 27 de abril.

Cristina Bernardo

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, confirmou ainda a presença de representantes de 150 países e organizações internacionais, incluindo o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde.

Entre os países representados pelos respetivos presidentes ou primeiros-ministros constarão Itália, Grécia, Rússia, Chile, Áustria, Suíça, Singapura, Filipinas, Quénia, Paquistão, Egito, República Checa, Hungria, Sérvia, Mongólia, Vietname ou Tailândia.

Lançada em 2013, pelo Presidente chinês, Xi Jinping, a iniciativa “Uma Faixa, Uma Rota” materializa a nova vocação internacionalista de Pequim.

O gigante projeto de infraestruturas visa ligar o Sudeste Asiático, Ásia Central, África e Europa, e é visto como uma versão chinesa do ‘Plano Marshall’, lançado pelos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial, permitindo a Washington criar a fundação de alianças que perduram até hoje.

Portugal é, até à data, um dos poucos países da UE a apoiar formalmente um projeto que tem suscitado divergências com as potências ocidentais, que veem uma nova ordem mundial ser moldada por um rival estratégico, com um sistema político e de valores profundamente diferente.

Estados Unidos, Canadá, Espanha, Reino Unido, Alemanha, França ou Austrália não enviarão os respetivos líderes.

Xi Jinping inaugurará o fórum no dia 26 com um discurso, seguido por uma mesa redonda com os líderes dos diferentes países.

Wang afirmou que o segundo fórum dedicado à iniciativa, que conta já com a adesão de 126 países, procura atrair “cooperação de alta qualidade”, e que este ano incluirá uma conferência para a comunidade empresarial, no dia 25.

Sob o lema “Construir um futuro mais brilhante”, o evento focará na “melhoria da conectividade, explorar novas fontes de crescimento, criar novas sinergias e parcerias e promover o desenvolvimento sustentável”, detalhou o ministro.

Wang considerou ainda que o projeto tem agora uma “base mais sólida e mais participantes”, e garantiu que se “está a tornar uma rota para cooperação, prosperidade, abertura, desenvolvimento sustentável e benefício mútuo”.

“A iniciativa foi criada pela China, mas as oportunidades são para todos”, realçou.

O primeiro Fórum dedicado a “Uma Faixa, Uma Rota” foi realizado em maio de 2017, também em Pequim, e contou com líderes de 28 estados e a participação de representantes de cem países.

Ler mais
Recomendadas

Procurador francês diz que estão acionados todos os meios para encontrar suspeito do atentado de Lyon

As autoridades francesas procuram o presumível autor do atentado ocorrido na sexta-feira numa rua em Lyon, que fez 13 feridos. A investigação judicial, aberta inicialmente por tentativa de homicídio, foi transferida para o Ministério Público de Paris, que centraliza os casos de terrorismo em França.

“Marginalização de África no comércio mundial não mudou muito”, diz ex-dirigente da ONU Carlos Lopes

Carlos Lopes, antigo adjunto do secretario-geral das Nações Unidas, defendeu este sábado em Lisboa que a Zona de Livre Comércio Continental (ZLEC) pode contribuir para acelerar a industrialização da região.

Agências de espionagem dos EUA cedem informações a investigação sobre interferência russa

Presidente norte-americano já disse que vai desclassificar os documentos relacionados com as origens da investigação sobre as ligações russas à campanha.
Comentários