PremiumLisboa, para onde vais?

A inevitabilidade do passado é essencial para programar o futuro de Lisboa. Como escreveu Raul Lino, em 1966, “…Os acontecimentos políticos que se estão dando pelo mundo fora, para mim, nesta época de inundações diluvianas, fazem-me o efeito de uma enxurrada devastadora que vai passando pela nossa aldeia, e só tenho o desejo instintivo de que ela não chegue a atingir a rua onde nós moramos.”

As cidades onde hoje habitamos deveriam espelhar ou definir a sociedade na qual hoje vivemos e são uma espécie de armazéns da nossa memória coletiva, e essa memória será “… o sentimento do prazer vivido-vivido no mundo, no espaço, no espaço construído, e a construir…”, como disse Raul Lino. Lisboa não tem hoje motivos para viver complexada em termos urbanos, como em outros tempos, de grande hipocrisia antes e depois de Abril de 1974, com necessidade de grandes libertadores da cidade. De facto, o urbanismo não é uma ciência. É arte! E esta, reconhecida como uma atividade artística, como tal deve ser vivida, com a dignidade suprema da existência. Em 1758, no século XVIII, Portugal demonstrou grande modernidade e progresso. O novo plano de Lisboa pós-terramoto não é uma reconstrução, não é uma renovação ou uma adição, como na cidade de Turim ou Edimburgo. Neste plano, existiu a preocupação da preservação da Memória, pois diversas igrejas são mantidas e o novo desenho da cidade absorve de forma maravilhosa esses edifícios. Não podemos esquecer que estas igrejas representam as comunidades, os seus bairros, as paróquias (“Lisboa em 1758 – Memórias paroquiais de Lisboa”).

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