Macron exige solidariedade com a Grécia e Chipre

À entrada para a cimeira europeia que começou esta quinta-feira, o presidente francês quis vincar que a Turquia deve ser veementemente chamada à atenção por causa do seu envolvimento em propeções no Mediterrâneo Oriental.

Juan Ignacio Roncoroni / EPA

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou esta quinta-feira que “a solidariedade com a Grécia e Chipre não é negociável”, à entrada para a reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, onde se vai discutor, entre outros assuntos, a imposição de sanções económicas à Turquia a propósito do seu diferendo com aqueles dois países da União.

“Quando um Estado-membro da União Europeia (UE) é atacado ou ameaçado, quando as suas águas territoriais não são respeitadas, a prova de solidariedade é um dever europeu“, realçou o chefe de Estado francês, referindo-se ao diferendo relativo à prospeção de gás e petróleo em águas do Mediterrâneo Oriental disputadas por todos os envolvidos.

Emmanuel Macron referia-se assim ao que consideram ser as perfurações ilegais turcas nas zonas económicas especiais da Grécia e de Chipre. Macron afirmou também que “é necessária a reabertura de um diálogo exigente com a Turquia”, de maneira a criar uma “nova política de vizinhança europeia repensada e exigente”.

É um caso emblemático de uma política de vizinhança europeia repensada e exigente, mas também realista, que a UE precisa de ter e que nunca pode hesitar no que toca à questão da soberania, dos valores e do direito, mas que procura, com pragmatismo e determinação, levar a cabo diálogos construtivos”, sublinhou o Presidente francês.

Referindo-se à situação na Bielorrússia, que também será debatida na cimeira que termina na sexta-feira, Macron afirmou estar a favor de “sanções e a uma pressão maior da UE de maneira a fazer com que o regime atual aceite, o mais rapidamente possível, uma mediação da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) e a abertura de um diálogo inclusivo com a sociedade civil”.

O presidente francês referiu-se ainda ao conflito entre a Arménia e o Azerbaijão na região separatista do Nagorno-Karabakh, apelando a um “cessar-fogo sem condições” e à “racionalidade de todos os atores envolvidos”.

Os chefes de Governo e de Estado da EU reúnem-se a partor desta quinta e sexta-feira em Bruxelas numa cimeira europeia extraordinária.

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