Madeira avança com mais restrições. Há recolher obrigatório e comércio tem de fechar às 18h00

Até ao próximo dia 31 de janeiro está proibida a circulação na via pública na ilha entre as 19h00 e as 5h00 do dia seguinte, sendo que aos fins de semana e feriados a proibição começa às 18h00. A partir de quarta-feira as escolas fecham para o 3º ciclo e ensino secundário.

Cristina Bernardo

A Região Autónoma da Madeira vai intensificar o combate à pandemia com mais restrições. As medidas anunciadas esta segunda-feira pelo Governo Regional, que entram em vigor depois de amanhã, preveem o recolher obrigatório e uma redução de horário de funcionamento da restauração e do comércio, pelo menos, até ao final do mês.

Todas as atividades industriais, comerciais e de serviços podem manter-se de portas abertas, mas “terão imperativamente de encerrar às 18h00 durante os dias da semana” e às 17h00 aos sábados, domingos e feriados municipais, conforme explicou o presidente do Governo Regional da Madeira, em conferência de imprensa.

Miguel Albuquerque esclareceu ainda que os restaurantes poderão funcionar depois desse horário mas apenas para confecionar as refeições para entrega ao domicílio.

Até ao próximo dia 31 de janeiro está também proibida a circulação na via pública entre as 19h00 e as 5h00 do dia seguinte, sendo que aos fins de semana e feriados a proibição começa às 18h00, terminado igualmente às 5h00 do dia seguinte. Há, contudo, exceções, como os estafetas responsáveis pela entregas dos restaurantes, que se podem deslocar até às 22h00 mediante apresentação da justificação.

“Ficam excecionados do número anterior os seguintes estabelecimentos: farmácias, clínicas e consultórios médicos e veterinários, serviços de oxigénio e gases medicinais ao domicílio, postos de abastecimento de combustível só para abastecimento de veículos”, detalhou.

Quanto às escolas, a partir de quarta-feira, dia 13 de janeiro, ficam suspensas as aulas presenciais para o 3º ciclo e ensino secundário. “Creches, jardins de infância, pré-escolar, 1º e 2º ciclos, ensino especial mantêm as suas atividades de forma presencial”, afirmou Miguel Albuquerque aos jornalistas.

O desporto também fica em stand-by – exceto nas competições nacionais com seniores – e o teletrabalho é recomendado para toda a Administração Pública.

A Madeira contabiliza 2.141 infeções por Covid-19 e 18 mortes devido à doença, depois de ter registado 61 novos casos.

O plano de vacinação contra a Covid-19 na Região Autónoma da Madeira está dividido em três fases de vacinação e abrange cerca de 200 mil pessoas. Os grupos prioritários, que foram os primeiros a ser vacinados, incluem profissionais e residentes em lares, pessoas com mais de 50 anos com insuficiência cardíaca, doença coronária ou respiratória crónica, profissionais de saúde diretamente envolvidos na prestação de cuidados a doentes e forças armadas e de segurança.

Em entrevista à Lusa, o Governo da Madeira avançou que pretende ter a população da região vacinada até ao final do ano ou princípio de 2022, estando excluídos do plano, entre outros, os jovens até aos 18 anos e as grávidas. O objetivo é que nesse prazo sejam administradas já as duas doses a todas as pessoas incluídas no processo, segundo o secretário da Saúde e Proteção Civil da Madeira.

Notícia atualizada às 17h27

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O objetivo é que nesse prazo sejam administradas já as duas doses a todas as pessoas incluídas no processo, declarou o secretário da Saúde e Proteção Civil da Madeira, numa entrevista por videoconferência à agência Lusa.

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O presidente do parlamento madeirense também “pede a compreensão dos parlamentares” para esta medida que, considera, representa “o esforço que todas as instituições e cidadãos devem fazer para evitar novas contaminações”.
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Entre as medidas anunciadas estão a reposição da proibição de circulação ao fim-de-semana, a redefinição dos horários de encerramento de todos os estabelecimentos, assim como o encerramento de campos de ténis e paddle.

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