Mais de 30% das empresas foram alvo de ataques de criptomining em 2018

Em Portugal, o Coinhive foi o malware que maior impacto teve, contando com cerca de 46,8% de empresas infetadas. Em segundo e terceiro lugar neste top encontram-se o criptoloot (38,43%) e o jsecoin (26,57%), respetivamente, segundo o “Security Report 2019”.

O relatório “Security Report 2019” da Check Point Software Technologies, baseado em informação retirada da ThreatCloud Intelligence, destaca as principais tácticas que os cibercriminosos estão a utilizar para atacar as organizações do mundo inteiro e de todos os setores.

Os criptominers dominaram o top quatro dos tipos de malware mais prevalecentes, que impactaram 37% das organizações a nível global em 2018. Apesar da descida do valor das criptomoedas, 20% das empresas continuam, diariamente, a ser atingidas por ataques de criptomining.

Os criptominers sofreram uma evolução que lhes permite explorar vulnerabilidades em perfis e invadir sandboxes e produtos de segurança, sempre com o objectivo de continuar a aumentar as suas taxas de infecção.

Segundo o relatório, 33% das organizações em todo o mundo foram atingidas por malware mobile, com os três principais tipos de malware focados no sistema operativo Android. Em 2018 assistiu-se a diversos casos em que o malware foi pré-instalado nos dispositivos móveis e também à disponibilização de aplicações que eram, na verdade, malware disfarçado.

Já as infeções através do uso de bots foram instrumentais em quase metade (49%) das organizações que experienciaram os ataques DDoS em 2018. Relativamente a Portugal, o Coinhive foi o malware que maior impacto teve, contando com cerca de 46,8% de empresas infetadas. Em segundo e terceiro lugar neste top encontram-se o criptoloot (38,43%) e o jsecoin (26,57%), respetivamente.

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