Manchester City poderá ser proibido de jogar a Liga dos Campeões na próxima época

A UEFA abriu uma investigação ao clube inglês por suspeitas de ilegalidades cometidas nas regras sobre o fair play financeiro. A equipa que lidera atualmente a Premier League diz tratar-se de uma “tentativa de prejudicar a reputação do clube”.

O Manchester City pode ser impedido de disputar a edição de 2019/2020 da Liga dos Campeões, se ficar comprovado que o clube infringiu as regras do fair-play financeiro da UEFA. O órgão que tutela o futebol europeu abriu uma investigação em novembro, após a divulgação na revista alemã “Der Spiegel” de que o clube terá usado acordos com patrocinadores para contornar regras sobre as quantias autorizadas que os proprietários podiam ‘injetar’ na equipa inglesa, revela o jornal “The Guardian” esta terça-feira.

Na reunião do comité executivo da UEFA em Dublin, o presidente, Aleksander Ceferin, descreveu a investigação como “um caso concreto” e prometeu resultados “muito em breve”. As autoridades da UEFA acreditam que a integridade de uma das regras-chave da organização está sob ameaça e que as sanções desportivas são a única resposta apropriada caso se prove que o Manchester City não as cumpriu.

Os atuais campeões da Premier League já foram anteriormente multados em 49 milhões de libras (55 milhões de euros) por infringirem as regras do fair-play financeiro em 2014, tendo a mesma sido reduzida, posteriormente para 18 milhões de libras (20 milhões de euros) depois de cumprir as medidas operacionais e financeiras acordadas como parte dessa punição.

Contudo, os e-mails publicados pelo Football Leaks sugerem que as ações do Manchester City foram mais profundas e mais difundidas do que se pensava inicialmente. Numa troca de e-mails, Jorge Chumillas, diretor financeiro do clube inglês, parece revelar que um aparente acordo de patrocínio da Etihad Airlines, no valor de 68 milhões de libras (76 milhões de euros) para o clube, era em grande parte pago diretamente pelos proprietários do City, o Abu Dhabi United Group (ADUG).

O “Der Spiegel” afirma que o City “começou a ficar preocupado” com o não cumprimento dos padrões do fair play financeiro e, por isso, criou um “ciclo de pagamento fechado” no qual o ADUG pagou a terceiros para pagar ao clube pelos direitos de imagem dos seus jogadores.

Este circuito interno ficou conhecido como “Project Longbow”, e supostamente gerou receitas de 11 milhões de libras (12 milhões de euros) por ano para o clube.

O Manchester City já reagiu em comunicado a todas as alegações feitas pelo Football Leaks e pelo “Der Spiegel”, referindo que não “faz comentários sobre matérias fora do contexto supostamente hackeadas ou roubadas do City Football Group e de pessoas ligadas e associadas ao Manchester City. A tentativa de prejudicar a reputação do clube é organizada e clara”.

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