Manuel Pinho poderá ter usado perdão fiscal para limpar ‘luvas’ do BES

O Ministério Público, que se encontra a investigar o caso EDP, pretende ter os documentos no caso GES sobre a adesão do ex-ministro da Economia ao Regime Excecional de Regularização Tributária.

O antigo ministro da Economia, Manuel Pinho, durante a sua audição na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, sobre o seu alegado relacionamento, enquanto Ministro da Economia e da Inovação, e o setor privado, Assembleia da República em Lisboa, 17 de julho de 2018. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O Ministério Público (MP) suspeita que Manuel Pinho tenha aderido aos perdões fiscais dos Governos de José Socrates e Pedro Passos Coelho para legalizar o dinheiro pago pelo Banco Espírito Santo (BES), segundo revela a edição de segunda-feira, 24 de setembro, do “Correio da Manhã” (CM).

Segundo o CM, os procuradores que se encontram a investigar o caso EDP terão conhecimento da existência de provas no processo de investigação ao Grupo Espírito Santo (GES), de que o ex-ministro da Economia aderiu ao Regime Excecional de Regularização Tributária (RERT) III, que foi aplicado pelo executivo de Pedro Passos Coelho em 2012, mas suspeitam também de que terá aderido aos perdões fiscais criados durante o mandato de José Socrates.

Entre 2002 e 2014, Manuel Pinho terá alegadamente recebido da Espírito Santo (ES) Enterprise o ‘saco azul’ do GES, por via de sociedades offshore, mais de três milhões de euros. De março de 2005 a junho de 2009, período em que foi ministro da Economia, Manuel Pinho terá recebido do GES perto de 15 mil por mês.

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