Máquinas de comida com muito sal e açúcar saem dos hospitais

O diploma entrou em vigor a 6 de setembro, mas as instituições tiveram seis meses para rever os contratos que tivessem em vigor de exploração de máquinas de venda automática.

Máquinas de venda automática de alimentos com elevados teores de açúcar, sal e gorduras trans passam a ser proibidas em todas as instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Termina hoje o período de transição de seis meses depois da entrada em vigor de um despacho publicado em junho do ano passado que determina que centros de saúde, hospitais e outras instituições do Ministério da Saúde não podem ter este tipo de máquina.

A proibição abrange alimentos com excesso de calorias e em particular com altos teores de sal, de açúcar e de gorduras trans, processadas a nível industrial. Assim, fica proibida a venda de salgados, pastelaria, pão e afins com recheios doces, charcutaria, sandes com molhos de maionese, ketchup ou mostarda, bolachas ou biscoitos muito gordos ou açucarados, guloseimas, snacks, sobremesas, refeições rápidas, chocolates grandes e bebidas com álcool.

No que diz respeito a máquinas de venda de bebidas quentes, passa a ser obrigatório reduzir a quantidade de açúcar que pode ser adicionado até um máximo de cinco gramas. Em contrapartida, as máquinas têm que disponibilizar obrigatoriamente garrafas de água e devem dar prioridade a alimentos como leite simples, iogurtes, preferencialmente sem adição de açúcar, sumos de frutas e néctares, pão adicionado de queijo pouco gordo, fiambre com baixo teor de gordura e sal, carne, atum ou outros peixes de conserva e fruta fresca.

O diploma entrou em vigor a 6 de setembro, mas as instituições tiveram seis meses para rever os contratos que tivessem em vigor de exploração de máquinas de venda automática. A entrada em vigor deste diploma decorreu de “forma faseada e progressiva”, permitindo que as entidades do setor e as instituições de saúde se adaptassem aos seus princípios orientadores, segundo refere a agência “Lusa”.

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