Marcelo concorda com aquisição do SIRESP mas alerta para riscos políticos

O presidente da República disse que a partir de agora tudo o que acontecer passa a ser responsabilidade exclusiva do Estado.

Foto: Cristina Bernardo

O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, concorda com a compra do SIRESP, pelo Estado, mas alertou para a existência de “riscos políticos”, como em tudo na vida, e são para o Governo.

Duas horas depois de ter anunciado, no ‘site’ da Presidência, a promulgação do decreto-lei do executivo para a compra do capital dos privados, Altice e Motorola, do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP), Marcelo Rebelo de Sousa explicou aos jornalistas a sua decisão.

Marcelo fez a pergunta sobre os riscos da opção do Governo e ele próprio deu a resposta.

“Tem riscos? Tudo tem riscos na vida. O principal risco é um risco político. A partir de agora, tudo o que acontecer acaba por ser responsabilidade exclusiva do Estado, leia-se do Governo”, admitiu o chefe do Estado, aos jornalistas, antes de visitar, no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, o soldado português ferido, na quinta-feira, num acidente de viação na República Centro-Africana.

O Presidente da República garantiu, porém, concordar com a opção do Governo de António Costa, entre compra e nacionalização, dado que a decisão tinha de ser tomada agora, “antes da época de incêndios” e estar concluída até final do ano.

Uma “nacionalização com contencioso” ia ser um processo com muitos atritos, acrescentou, concluindo: Penso que a escolha foi sensata”.

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