Marisa Matias: “cumprimos todos os objetivos, somos a terceira força política”

A cabeça de lista do Bloco de Esquerda afirmou que o partido fez uma campanha em termos europeus, “discutimos política europeia, e sempre dissemos que não há distinção entre política europeia e política nacional, porque elas acabam por se cruzar”.

catarina_martins_marisa_matias_europeias
Paula Nunes/BE

O Bloco de Esquerda duplicou a votação das eleições europeias de 2014 e pode eleger três eurodeputados,  um resultado que, segundo Marisa Matias, significa que o partido cumpriu os objetivos da campanha.

“Nós não colocamos números, os votos não são nossos, são das pessoas”, sublinhou a cabeça de lista do Bloco. “Dito isto, com esta eleição nós cumprimos todos os objetivos que traçamos e os objetivos eram reforçar e sermos a terceira força política em Portugal”.

De acordo com as sondagens à boca das urnas, o vencedor das eleições europeias em Portugal será o PS, obtendo 30% a 34% dos votos. O PSD tem projeções entre um mínimo de 20% (RTP) e um máximo de 25,8% (SIC). Na terceira posição destaca-se o BE, com estimativas de 9%-12% (RTP) e 8,5%-11,5% (SIC)

“Nós fizemos esta campanha em termos europeus, discutimos política europeia, e sempre dissemos que não há distinção entre política europeia e política nacional porque elas acabam por se cruzar””, referiu Marisa Matias, no Teatro Thalia, em Lisboa.

“Quero deixar aqui um compromisso muito claro, vamos usar cada voto para respondermos à emergência climática, para lutarmos para um emprego com direitos, para defendermos as pensões e o serviços públicos, para garantir que são os problemas concretos, os direitos da pessoas que estarão no centro do nosso trabalho, e desta vez com mais força”, salientou a eurodeputada.

 

Ler mais
Relacionadas
Octávio Passos/Lusa

Eleições Europeias Minuto a Minuto em Portugal: Marcelo Rebelo de Sousa vai ouvir partidos e admite que temia 80% de abstenção

O Jornal Económico acompanha ao longo deste domingo uma noite eleitoral que está a ser vista como a primeira volta das legislativas marcadas para 6 de outubro. A disputa da vitória entre PS e PSD e a posição relativa de Bloco de Esquerda, CDS-PP e CDU, bem como a possibilidade de algumas das outras 12 listas elegerem eurodeputados são as maiores incógnitas de umas eleições marcadas pela forte abstenção.

Cabeça de lista da CDU diz que “cada resultado deve ser considerado em função do quadro em que é construído”

João Ferreira lembra que se tratam apenas de projeções e salienta que “cada voto na CDU é um voto honrado e respeitado” para travar as lutas do povo e dos trabalhadores portugueses.

Ana Catarina Mendes saúda PS “progressista e de futuro” e reclama que o “derrotado é a direita”

Para a responsável política socialista, os primeiros números revelam um voto de “confiança, estabilidade e seriedade” no trabalho dos socialistas. “É uma clara vitória que nos satisfaz”.

Europeias: Primeira estimativa indica que PPE continua como maior força política em Bruxelas

O PPE é “família” política europeia que PSD e CDS-PP integram.
Recomendadas

Nicolás Maduro promete ser ‘implacável’ com tentativa de golpe de Estado

“O que pode acontecer é uma revolução mais radical, uma revolução mais profunda”, disse o presidente da Venezuela.

Escritores britânicos promovem digressão europeia contra o ‘Brexit’

Ken Follett, Lee Child, Jojo Moyes e Kate Mosse iniciam em novembro uma digressão europeia para expressarem “preocupação” face aos acontecimentos políticos no Reino Unido e a sua rejeição ao “Brexit”.

Boris Johnson: “Não acredito por um momento” num Brexit sem acordo

Boris Johnson reconheceu, numa entrevista à BBC, que precisaria da cooperação da UE para evitar a reposição da fronteira irlandesa ou de pesadas taxas comerciais, num cenário de um Brexit sem acordo.
Comentários