Meios de combate a incêndios abaixo do previsto? PSD pede esclarecimentos

Os sociais-democratas indicam que há, pelo menos, 17 meios aéreos que não estão disponíveis ou operacionais e acusam o Governo de “incompetência” e “irresponsabilidade” na preparação de mais uma época de combate aos incêndios.

O Partido Social Democrata (PSD) pede ao Governo que esclareça qual o número exato de meios aéreos disponíveis no combate aos incêndios. Os sociais-democratas indicam que há, pelo menos, 17 meios aéreos que não estão disponíveis ou operacionais e acusam o Governo de “incompetência” e “irresponsabilidade” na preparação de mais uma época de combate aos incêndios.

Numa pergunta endereçada ao ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, e ao ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, o PSD nota que, a partir de 15 de maio, deveriam estar no terreno 38 meios aéreos distribuídos pelo país. No entanto, os sociais-democratas notam que, ao que o PSD pôde apurar, “há pelo menos 17 meios aéreos, podendo ser mais, sobretudo helicópteros médios e ligeiros, que não estão disponíveis ou operacionais.

A bancada parlamentar do PSD diz que, embora o dispositivo de combate a incêndios tenha sido o tema escolhido pelo primeiro-ministro, António Costa, para o debate quinzenal desta segunda-feira, nada foi dito sobre esta situação.

“Sobre estas falhas no dispositivo de combate aos incêndios o Primeiro-Ministro nada disse, escondendo dos portugueses aquilo de que já tinha conhecimento: a fase II do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) inicia-se com apenas metade dos meios que eram suposto estar operacionais a 15 de maio de 2018, segundo os planos e garantias anunciadas pelo próprio Governo e pela Autoridade Nacional de Proteção Civil”, referem.

Os sociais-democratas dizem ainda que, “depois de todas as falhas ocorridas em 2017, da tardia e deficiente preparação de 2018 cujas consequências só foram minimizadas pelas condições meteorológicas”, é “inaceitável” que tal se repita este ano. “O Governo revela novamente incompetência, irresponsabilidade, negligência e falta de planeamento na preparação de mais uma época de combate aos incêndios”, sublinha o PSD.

“Recordamos que também em 2018 parte dos meios aéreos contratados para esta fase do dispositivo não puderam ser utilizados por dificuldades contratuais e procedimentais relacionadas com o atraso do governo na sua contratação e na preparação da época de incêndios”, acrescentam.

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