Merkel e Schulz chegam a acordo para coligação governamental na Alemanha

A distribuição dos ministérios também já estará definida, segundo a imprensa alemã: os social-democratas ficam com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como o das Finanças e Trabalho.

Reuters

Os conservadores da chanceler Angela Merkel e os social-democratas de Martin Schulz chegaram esta quarta-feira de manhã, 7 de fevereiro, a acordo para formar um governo de coligação na Alemanha. As últimas negociações tiveram início esta terça feira e prolongaram-se até esta quarta feira, depois de uma noite de discussões para resolver quatro meses de impasse – na qual não foi possível resolver as principais questões laborais e de saúde.

O Partido Social-Democrata (SPD) exigia que fosse incluído no programa de governo uma reforma do sistema de saúde [“fim do medicamento de duas classes”] e um enquadramento dos contratos de trabalho a termo certo, o que terá atrasado o acordo, cujo final se previa que acontecesse no passado domingo, 4 de fevereiro. Cerca de três semanas antes, a 12 de janeiro, as duas parte alcançaram um acordo de princípio para a formação de uma coligação governamental, mais de três meses após as eleições legislativas alemãs.

A distribuição dos ministérios também já estará definida, segundo a imprensa alemã: os social-democratas ficam com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, bem como o das Finanças e Trabalho. A União Democrática-Cristã (CDU) de Angela Merkel encarregar-se-á da pasta do Interior, dos Transportes e Desenvolvimento.

O acordo entre Angela Merkel e o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz levou até ao adiamento de um encontro da chanceler com o primeiro-ministro italiano, Paolo Gentiloni, que estava agendado para as 13h10 [hora local] de hoje. Os governantes alemã e italiano vão reunir-se às 18 horas, conforme um comunicado do executivo da Alemanha, divulgado pelos meios de comunicação social do país.

O acordo será submetido ao voto de 463.723 militantes do SPD, 24.339 dos quais se filiaram nas últimas cinco semanas.

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