Mestrados da Faculdade de Ciências Humanas da Católica entre os melhores do mundo

Mestrado em Ciências da Comunicação sobe 10 lugares em 2018

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A Faculdade de Ciências Humanas (FCH) da Universidade Católica Portuguesa acaba de ver os seus mestrados classificados entre os melhores do mundo. O prestigiado ranking Eduniversal, que avalia a reputação dos cursos junto dos empregadores, o nível de internacionalização, a satisfação dos alunos e a empregabilidade, volta a colocar os cursos desta faculdade em destaque. O Professor Nelson Ribeiro, Diretor da FCH, fala sobre os resultados alcançados e explica porque razão estes programas atraem cada vez mais estudantes internacionais.

Quais os Mestrados da FCH melhor posicionados em 2018?

O ranking da Eduniversal destaca o Mestrado em Estudos de Cultura, classificado como o 4.º melhor do mundo na categoria de “Cultural Management/Creative Industries Management”, e o Mestrado em Ciências da Comunicação que está agora no Top 15 da Europa na área de Comunicação. Subiu 10 lugares em relação à edição do ano passado e está também classificado entre os melhores da Europa na área de Marketing.

 Não é habitual vermos uma faculdade de humanidades e ciências sociais ter vários cursos classificados entre os melhores do mundo em rankings internacionais. Como é que a FCH consegue esses resultados?

 Os resultados são uma consequência da nossa estratégia de internacionalização e de ligação com o tecido empresarial. A aposta que temos realizado num ensino assente na investigação é também determinante dado que nos permite oferecer aos alunos conhecimentos state of the art, levando-os igualmente a desenvolver competências de criatividade e inovação, fundamentais para conseguirem responder a novos desafios. Cada vez mais as empresas e organizações valorizam recursos humanos capazes de inovar e de dar respostas a novos problemas. É para esse contexto que procuramos formar os nossos estudantes e os resultados têm sido muito positivos com uma procura crescente por parte de alunos nacionais e estrangeiros.

 Disse que existe uma procura crescente dos vossos cursos também por parte de estudantes internacionais. Qual a proveniência desses alunos?

Hoje somos uma faculdade verdadeiramente internacional. Temos a estudar connosco alunos de mais de 20 nacionalidades, oriundos de toda a Europa, dos Estados Unidos da América, da América Latina, da China e de muitos outros países asiáticos. A maioria dos nossos alunos estrangeiros são, contudo, oriundos da Alemanha e do Norte da Europa.

Tal significa que os vossos cursos são lecionados em inglês?

Alguns dos nossos cursos de mestrado são integralmente lecionados em inglês, como são os casos dos mestrados em Estudos de Cultura e em Psicologia aplicada à Economia e à Gestão. Noutros casos, como o Mestrado em Ciências da Comunicação, oferecemos turmas em inglês e outras em português. Este é um mestrado com várias especializações, que focam desde a área de media e comunicação audiovisual até à comunicação organizacional e estratégica, passando pelo marketing e pela comunicação digital. Temos, por isso, várias turmas em funcionamento.

De que modo é que a faculdade aproxima os alunos das empresas e do mercado de trabalho?

Muitos dos nossos estudantes realizam projetos de investigação em estreita colaboração com empresas, organizações sociais e culturais e entidades públicas. O Mestrado em Estudos de Cultura, por exemplo, está integrado no Lisbon Consortium de que fazem igualmente parte a Câmara Municipal de Lisboa, as principais instituições culturais da cidade de Lisboa, bem como parceiros internacionais como a Fundação Tapies e o Arte Institute. Já o Mestrado em Ciências da Comunicação tem uma rede de parceiros alargada, incluindo instituições que atribuem prémios aos melhores alunos, como a Porter Novelli, o Observatório da Comunicação Interna, a RTP, a GfK, a Renascença Multimédia, o Grupo OralMED Saúde, entre outros.

O facto de os nossos cursos serem diferenciadores no panorama universitário é também importante para garantir uma boa recetividade aos nossos diplomados. Por exemplo, os mestrados em Psicologia do Bem-Estar e de Promoção da Saúde e em Estudos Asiáticos oferecem formação em áreas quase sem oferta em Portugal, mas com grande aceitação no mercado de trabalho. No próximo ano também o Mestrado em Serviço Social vai incorporar uma nova variante ligada ao empreendedorismo e inovação social que certamente será bem-recebida e é claramente muito necessária.

Em termos de mobilidade internacional, que oportunidades existem para os alunos?

Falando concretamente dos alunos de mestrado, estes têm acesso a programas de intercâmbio que mantemos com largas dezenas de universidades estrangeiras, na Europa, na América Latina e na Ásia. No caso do Mestrado em Ciências da Comunicação, os alunos podem igualmente ingressar no Global Scholar Program, desenvolvido em conjunto com a Universidade de Kent State, que lhes permite estudar um semestre nos Estados Unidos. Por outro lado, os alunos de Kent State estudam um semestre na FCH. É um programa que vamos reforçar no próximo ano dada a enorme procura que tem tido, nomeadamente por parte dos estudantes americanos que querem estudar connosco.

Os alunos têm igualmente acesso a uma rede de estágios internacionais através do Atlantic Erasmus Training Consortium que está sediado na FCH.

Uma das questões de quem decide investir na sua formação é o retorno que terá no final do curso. A empregabilidade é uma das preocupações da FCH?

A empregabilidade é algo que monitorizamos atentamente. Aliás, os nossos mestrados classificados entre os melhores do mundo conseguem essa distinção também pelas suas elevadas taxas de empregabilidade. Na maioria dos nossos mestrados mais de 95% dos diplomados consegue emprego ao fim de poucos meses de ter concluído a formação, havendo uma alta percentagem que inicia a sua atividade profissional durante o curso.

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