MIF 2019: Macau ambiciona papel central nas relações entre a China e a lusofonia

A 24ª edição da Feira Internacional de Macau conta com as participações de 205 empresas portuguesas. Governo da Região Especial chinesa quer que Macau assuma um papel cada vez mais relevante na relação com os países de língua portuguesa. O JE está em Macau a acompanhar a MIF 2019, com uma equipa de reportagem.

A 24ª edição da Feira Internacional de Macau (MIF) arrancou esta quinta-feira com a presença de 205 empresas portuguesas. O evento deste ano, subordinado ao tema “Cooperação – Chave para oportunidades de negócio”, decorre entre os dias 17 e 20 de outubro, no Venetian Resort Hotel, ocupando uma área de cerca de 24 mil metros quadrados composta por 1.500 expositores.

Na cerimónia de abertura, o representante do Governo local disse que Macau deve desemprenhar um papel central na aproximação à lusofonia e que o plano da Greater Bay Area (região da Delta do Rio das Pérolas, onde Macau está inserida) prevê que a Região Especial chinesa, que esteve sob administração portuguesa até 1999, assuma uma função preponderante na relação com esses países.

A Associação de Jovens Empresários Portugal-China (AJEPC) participa na MIF desde 2012, ano em foi criada, com uma delegação de dezenas de empresários. O ‘stand’ da AJEPC, bem como o das várias empresas nacionais que estão presentes, encontra-se no Pavilhão de Exposição dos Produtos e Serviços de Língua Portuguesa (PLPEX), uma zona complementar à feira principal, criada em 2017 para promover os negócios destes países de língua portuguesa, no âmbito da aproximação de Macau a estas nações.

Para a associação liderada por Alberto Carvalho Neto, estar no PLPEX é uma “excelente oportunidade” e de “baixo custo” para os empresários portugueses que pretendam estabelecer contactos tanto em Macau como Hong Kong ou com a China Continental.

A MIF tornou-se, em Outubro de 2005, a primeira exposição em Macau a ser certificada pela Associação Global da Indústria de Exposições. “A MIF tem vindo a ampliar a sua dimensão, elevar a qualidade e o nível de internacionalização, enriquecendo progressivamente o seu conceito de organização ao longo de 24 anos (…). Tem contribuído ativamente em várias áreas nos últimos anos, designadamente na promoção da internacionalização das empresas locais”, afirma Leong Vai Tac, secretário para a Economia e Finanças da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM).

Segundo Leong Vai Tac, a indústria de convenções e exposições é um dos suportes importantes para o intercâmbio e cooperação nos domínios do comércio, investimento, finanças e tecnologia na RAEM. Logo, enquanto pilar da economia da região, continuará a fomentar “a promoção de bolsas de contactos e parcerias no setor financeiro, com características próprias, nas indústrias culturais e criativas, na ciência e tecnologia inovadora e na medicina tradicional chinesa”.

*O Jornal Económico está em Macau a acompanhar a MIF 2019, com uma equipa de reportagem. Siga-nos no site e na edição semanal.

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