Ministério da Defesa já tem aval para alugar aviões para a Guarda Costeira

Ministro da Defesa tem autorização para celebrar contrato com a empresa portuguesa AEROVIP, para garantir meios aéreos destinados à evacuação de doentes. 

O Ministro da Defesa, Luís Filipe Tavares, já tem autorização do Governo para celebrar o contrato de prestação de serviços aéreos e de permutas de aviões com a AEROVIP_ Companhia de Transportes e Serviços Aéreos de Portugal.

A autorização foi publicada no Boletim oficial desta quinta-feira, 9. O contrato a ser assinado vem na sequência do memorando de entendimento assinado entre o Estado de Cabo Verde e a AEROVIP, no passado mês de Julho, em Lisboa, para disponibilização de meios aéreos à Guarda Costeira para assegurar o transporte de doentes entre as ilhas.

O contrato prevê o aluguer de uma aeronave Jetstream 32, com tripulação e serviços de formação e troca de duas aeronaves Casa C-212 pelo Dornier D-228 da Guarda Costeira, deixando em aberto a possibilidade serem feitas compensações financeiras depois das avaliações, pode-se ler na resolução publicada no Boletim Oficial.

Para este contrato o governo prevê uma verba de 71 mil contos. Aquando do anúncio da compra dos aviões o ministro da Defesa, Luís Filipe Tavares, referiu que o C-212, que Cabo verde iria adquirir, “É um avião moderno, em condições, em bom estado e que está a voar”

O contrato a ser assinado prevê também formação de pilotos e de técnicos de manutenção dos aviões que Cabo Verde vai receber.

Com a aquisição destes aviões o governo de Cabo Verde vai disponibilizar meios aéreos à Guarda Costeira para a evacuação inter-ilhas de doentes em situação da urgência.

Cabo Verde tem registado ao longo dos anos dificuldades no transporte de pacientes das ilhas periféricas para os hospitais centrais na Praia e Mindelo, uma responsabilidade que já foi da Guarda Costeira, tendo posteriormente sido assegurada pela companhia aérea TACV.

Com a saída da TACV do mercado doméstico, em Agosto de 2017, o transporte de doentes não foi assegurado com a Binter Cabo Verde, empresa que passou a fazer os voos entre as ilhas, mas as queixas persistem. Muitos são os doentes que reclamam de dificuldades para chegar aos hospitais centrais, nas ilhas de Sal, São Vicente e na cidade da Praia.

 



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