Ministra da Saúde diz que “não é possível fazer tudo” nesta legislatura

A ministra da Saúde garante que já começaram a ser remarcadas algumas das quase oito mil cirurgias que foram adiadas, devido à greve dos enfermeiros.

Mário Cruz/Lusa

O governo está disponível para aproximar posições, mas não é possível fazer tudo dentro do exercício desta legislatura, disse Marta Temido em entrevista à Antena 1. Antecipar a idade da reforma e aumentar valor do ordenado base dos enfermeiros “não é possível”.

A ministra da Saúde garante, no entanto, que já começaram a ser remarcadas algumas das quase oito mil cirurgias que foram adiadas, devido à greve dos enfermeiros e, se a paralisação não for retomada, existem condições para realizar todas estas cirurgias, durante o primeiro trimestre do ano, apenas no Serviço Nacional de Saúde, sem recurso ao sector privado.

A criação da categoria de enfermeiro especialista vai abranger quase 11 mil enfermeiros e vai custar 21 milhões de euros por ano.

Marta Temido adianta ainda que o governo já tomou medidas para diminuir os tempos de espera das consultas de especialidade, depois de ter pedido um plano de ação aos presidentes das Administrações Regionais de Saúde. A metodologia vai ser: reforçar equipas de recursos humanos, procurar hospitais que possam partilhar recursos, e por fim, redirecionar doentes.

E para evitar “alguma promiscuidade e os algum conflitos de interesses” no SNS, Marta Temido diz que há uma proposta, na nova Lei de Bases da saúde, que é a tendencial exclusividade de alguns profissionais.

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