Ministro das Finanças de Cabo Verde desafia jovens a serem empreendedores

Segundo Olavo Correia, há oportunidades em Cabo Verde no turismo, nas pescas, nos transportes, nas tecnologias e no sistema financeiro.

O vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde desafiou esta terça-feira os jovens, em Nova Sintra, a serem empreendedores e aproveitarem todas as oportunidades disponíveis para assim desenvolverem a ilha. Olavo Correia lançou a sugestão aquando do encerramento da cerimónia de apresentação das ofertas formativas 2019, estágios profissionais e oportunidades de financiamento, realizada na câmara municipal, com a presença de jovens e diversos parceiros destes programas.

Segundo o governante, há oportunidades em Cabo Verde no turismo, nas pescas, nos transportes, nas tecnologias e no sistema financeiro, mas realçou a importância de os cabo-verdianos perceberem que, além do investimento feito por parte de estrangeiros, quem faz o desenvolvimento do país são os cabo-verdianos. Para isso, prosseguiu, é necessário um “povo empreendedor, formado e educado com qualidade”.

Na opinião do ministro, além de ser formado, é necessário ser um povo empreendedor, que consegue identificar oportunidades de negócios nos mais diversos domínios, que consegue criar empregos, gerar rendimentos e fazer a economia desenvolver. Sendo assim, desafiou os jovens para serem empreendedores, que procurem soluções para os problemas da ilha, soluções de negócios e de criação de valores e, garantiu que o Estado, está disponível para os suportar.

Olavo Correia adiantou ainda que o Governo tem “recursos mobilizados, instituições criadas, quadro legal aprovado” e que “tudo está montado para que possam fazer sucesso na matéria”.

O desejo do responsável pela pasta das Finanças de Cabo Verde é o de que os jovens tenham ideias, aproveitem as ofertas formativas, adiantando que este ano pretende-se atingir 10 mil jovens, 5.000 dos quais com formação profissional e mais 5.000 para estágios profissionais. “Queremos apoiar empresas, empresários e jovens cabo-verdianos com ideias de negócios, para que eles mesmos possam criar oportunidades de emprego”, referiu.

Em relação à Brava em particular, salientou que é uma ilha com um “passado histórico relevante”, caracterizando-a como sendo “a ilha do Eugénio Tavares, berço da morna de Cabo Verde, ilha com uma diáspora pujante e com grande interesse na mesma, com um património histórico invejável, um património natural riquíssimo, e que tem tudo para ser uma ilha turística”, ilha que se desenvolve na base da agricultura, da pesca e do investimento da diáspora.

“Não podemos queixar das oportunidades, porque elas existem na escala do país e para a escala global, mas temos de ter gente preparada para aproveitá-las e nós estamos a incentivar os jovens a aproveitarem as oportunidades que temos nos mais diversos domínios económicos em Cabo Verde”, finalizou o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças cabo-verdiano.

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