Ministro português do Ambiente em Cabo Verde para assinar acordos de cooperação

O ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território de Portugal, João Pedro Matos Fernandes, chega este domingo a Cabo Verde, para uma visita oficial de dois dias, a convite da sua homóloga cabo-verdiana, Eunice Silva.

O administrador dos Portos do Douro e Leixões, João Matos Fernandes, durante uma entrevista à agência LUSA sobre a construção do cais do terminal de cruzeiros do porto de Leixões, Matosinhos, 10 de agosto de 2010. (ACOMPANHA TEXTO). JOSE COELHO / LUSA

Na agenda da visita está “a renovação do protocolo de cooperação no domínio do Ordenamento do Território e Habitação” que será discutido no encontro de trabalho entre a delegação portuguesa e a cabo-verdiana, chefiada pela ministra das Infraestruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, marcada para segunda-feira, na ilha do Sal.

Uma nota de imprensa divulgada pelo gabinete da ministra das Infra-estruturas e Ordenamento do Território indica que no encontro da ilha do Sal, está prevista a assinatura de um Plano de Acção para 2018, entre os Ministérios do Ordenamento do Território dos dois países, no quadro desse protocolo bilateral.

O ministro português efectuará uma visita de cortesia aos Paços do Concelho da Câmara Municipal do Sal, onde será recebido pelo presidente da autarquia, Júlio Lopes e sua equipa.

Segundo a mesma fonte, o engenheiro João Pedro Matos Fernandes é também convidado de honra da cerimónia oficial de consignação e início da empreitada de requalificação e reabilitação dos bairros de Alto de São João e Alto de Santa Cruz, nos Espargos, “cujo projecto é fruto desta importante cooperação entre os Governos de Cabo Verde e de Portugal”.

A reabilitação dos bairros de Alto de São João e Alto de Santa Cruz, nos Espargos, vai ser materializada através da assistência técnica para o desenvolvimento de estratégias e planeamento de soluções de intervenção nos assentamentos informais em Cabo Verde.

A Inforpress apurou, na ilha do Sal, que a edilidade local pretende que o projecto de requalificação e reabilitação desses bairros degradados da ilha permita “aumentar a qualidade de vida dos moradores de Alto São João e Alto Santa Cruz”, conforme palavras da arquitecta da Câmara Municipal do Sal, responsável pela elaboração do projecto, Cleissi Soares.

Segundo Cleissi Soares, com a elaboração do projecto, conseguiu-se compor muito mais parcelas de terreno nos bairros de Alto São João e Alto Santa Cruz, resultante da intervenção urbana numa área de 35 hectares que possibilitou 755 lotes, quatro equipamentos sociais voltados para a educação, segurança e saúde, a par de espaços verdes, ciclovias e estacionamentos.

“Tentamos integrar esses bairros, que de antemão estavam marginalizados, afastados na cidade de Espargos, e promover também a inclusão, já que registamos um certo atrito entre eles”, disse Cleissi Soares, concluindo que a ideia foi “dissolver esse atrito através do desenho urbano” já que, acredita, com a implementação do projecto será “muito mais fácil” resolver a situação.

Numa recente visita à ilha do Sal, a ministra Eunice Silva constatou que as casas de lata já ligam Alto Saco a Terra Boa, transformando aquela região numa “autêntica cidade de chapa”, fenómeno que “preocupa as pessoas cada vez mais” se não se estancar o problema.

A governante considera que a urbanização e infra-estruturação da zona são “um grande desafio”, até porque os assentamentos informais não se verificam apenas num sítio, mas em vários pontos da ilha, razão porque considera urgente trabalhar com vista a “melhorar a qualidade de vida dessa gente”.



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