Mobilidade elétrica. Empresas apostam cada vez mais e os condutores confiam

A mobilidade elétrica ganha cada vez mais maturidade junto das empresas e particulares portugueses. As políticas de “fiscalidade verde” e os custos associados são fatores decisivos e 51% dos condutores admite mesmo ter intenção de trocar para um veículo elétrico já na próxima compra.

Estas são algumas das conclusões do estudo anual Motorizações, realizado pela LeasePlan, que pretende concluir quais as opções mais eficientes de forma a apoiar os gestores de frotas na adoção de veículos mais sustentáveis. A análise foi feita junto de empresas com frotas entre os 75 e os 200 veículos às diferentes motorizações – combustão e elétrica – e dividida por segmentos e quilometragens. As conclusões são pertinentes: os elétricos ganham em impostos, custos de energia e manutenção.

À partida, muita coisa mudou no espaço de um ano, desde o estudo anterior. Hoje existem soluções 100% elétricas para todos os segmentos analisados e, em muitos deles, há um ganho assinalável de competitividade das mesmas face à gasolina ou ao diesel. Este crescimento é resultado de uma clara aposta dos construtores automóveis nas versões elétricas das suas ofertas citadinas.

Considerando que os oito segmentos do estudo representam quase 90% da frota do mercado de renting, é seguro dizer que esta competitividade ao nível do custo que os veículos elétricos agora assinalam faz sombra aos números de anos anteriores. Tenha como exemplo a quilometragem mais escolhida pelas empresas: 30.000 km/ano. Nesta opção, em 65% dos perfis de utilização, o veículo elétrico exibe um TCO (custo total de utilização) inferior aos restantes. Falamos de um acréscimo e 12% em apenas um ano.

O diesel perde competitividade no segmento de utilitários – uma mudança drástica em poucos meses, quando há um ano era a opção mais competitiva em 5 dos 7 perfis considerados.

Um outro indicador relevante para o setor de gestão de frotas passa por identificar onde residem as principais diferenças de custo entre um veículo diesel e um 100% elétrico. A LeasePlan chegou à conclusão de que, globalmente, os custos de utilização de um veículo 100% elétrico são na verdade mais baixos do que os de um veículo diesel equivalente.

E não basta saber, há que compreender porquê. Três componentes muito importantes do TCO explicam esta competitividade do elétrico face ao diesel: impostos, custos de energia e custos de manutenção.

Tudo isto fez com que a procura por veículos eletrificados tenha aumentado ao longo dos anos. Ainda assim, apesar do crescimento, a taxa de penetração deste tipo de veículos em todo o mundo é de apenas 2,2%. Portugal regista a mesma taxa de 3,3%, um pouco acima da média europeia de 1,8%.

O mercado de renting nacional é talvez o que mais alavanca este crescimento, por ter registado um aumento do número de veículos eletrificados mais rápido do que aquele assinalado pelo mercado português como um todo. Desta forma, o renting tem sido o maior empurrão à transição elétrica, uma vez que há 3 anos que privilegia os veículos 100% elétricos. No mercado nacional, são os híbridos plug-in a receber a preferência dos consumidores.

Um aspeto pertinente deste estudo é a diferença “quando se analisa as grandes em comparação com as pequenas e médias empresas, onde a transição para a eletrificação é mais favorável, já que nestas não existe grande elasticidade nos descontos das marcas e a competitividade dos elétricos ganha assim mais relevo”, refere Pedro Pessoa, Diretor Comercial da LeasePlan.

A procura por veículos elétricos não surge do nada. O conjunto de incentivos governamentais para esta transição é um dos fatores que mais impulsiona o mercado. Além dos apoios na compra, os governos podem desenvolver políticas fiscais que protejam os veículos elétricos. Pelo menos, é esse o caso português, “embora com realidades diferentes para particulares e empresas”, comenta Pedro Pessoa. “Para que a transição seja feita nos particulares, constatamos que o incentivo fiscal às empresas pode ser algo a considerar para este mercado também”.

Uma outra análise alargada, o LeasePlan Mobility Monitor, que recolhe anualmente opiniões de consumidores e empresas sobre temas do setor da mobilidade, deu-nos a saber que 87% dos condutores portugueses têm uma atitude muito positiva quanto à mudança para veículos eletrificados e que 51% confirmam ter intenção de comprar um elétrico na próxima troca de veículo.

Todos estes dados são sintomáticos de um saudável apetite do mercado português para a transição elétrica. Tanto empresas como particulares revelam alguma preocupação ambiental, mas também reconhecem que a solução elétrica representa uma oportunidade de diminuição de custos relacionados com energia e combustível.

Num país onde o setor dos transportes é responsável por 25% das emissões de gases de efeito de estufa, a pressão governamental para a contenção das emissões de CO2 e a urgência climática reconhecida no Roteiro Para a Neutralidade Carbónica podem não bastar. É do maior interesse que empresas e consumidores calibrem objetivos e trajetos de forma a atingir as metas definidas. A LeasePlan é uma delas e traça um objetivo ambicioso: atingir zero emissões em toda a sua frota total até 2030, adiantando-se assim em 20 anos face ao objetivo nacional.

 

 

Este conteúdo foi produzido em colaboração com a LeasePlan.

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