Montepio pagou quase 1 milhão a advogados para defenderem Tomás Correia

O Banco de Portugal pediu ainda à instituição liderada por Carlos Tavares e Dulce Mota, informações concretas sobre as deliberações tomadas na Assembleia-Geral de 16 de março de 2018.

Cristina Bernardo

O apoio jurídico a Tomás Correia, no âmbito da multa por alegadas falhou nos sistemas de controlo internos e conflito de interesses, já custou ao Banco Montepio quase um milhão de euros, revela o “Público” na edição desta segunda-feira (18 de março).

Segundo o jornal, o Banco de Portugal (BdP) quer ter acesso a informação detalhada em relação ao pagamento dos honorários à sociedade de advogados contratada para preparar a sua defesa, a Uría e Menendez – Proença de Carvalho. Além disso, o supervisor bancário pediu à instituição liderada por Carlos Tavares e Dulce Mota, informações concretas sobre as deliberações tomadas na Assembleia-Geral  (AG) de 16 de março de 2018.

O diário refere que o BdP pretende saber se existe fundamento jurídico para a AG colocar o Banco Montepio a suportar os encargos referentes a estes processos. “O que está previsto é o pagamento apenas das custas processuais”, afirmou, por sua vez, fonte oficial da Associação Mutualista Montepio Geral à mesma publicação.

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