Motoristas de combustíveis admitem assinar acordo semelhante ao dos outros sindicatos

Um dia depois de terem entregue o pré-aviso de greve, e de Pardal Henriques ter anunciado que deixaria de ser o seu porta-voz, o sindicato dos motoristas admite aceitar o acordo que os patrões já fecharam com os outros dois sindicatos do setor. O SNMMP vai anunciar a sua decisão hoje em conferência de imprensa ao meio dia.

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Rodrigo Antunes/Lusa

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) deixou em aberto a possibilidade de aceitar um acordo semelhante ao acordado pelos outros dois sindicatos do setor. Tanto a Fectrans, afeta à CGTP, como o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) já chegaram a acordo com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM).

Em entrevista à RTP esta quinta-feira, 22 de agosto, o presidente do SNMMP admitiu esta possibilidade. “Isso [acordo] será algo que só poderei avançar por volta do meio dia, quando contactar toda a gente que é necessário contactar. Se essa for a conclusão, talvez”.

Francisco São Bento também admitiu retirar o pré-aviso da greve cirúrgica marcada para setembro. “Se estiverem reunidas todas as condicoes para que se possa evitar a greve, porque não?”.

As declarações do presidente do sindicato acontecem um dia depois de o sindicato ter apresentado o pré-aviso de greve às horas extraordinárias, e de Pedro Pardal Henriques anunciar que vai deixar de ser o porta-voz do SNMMP para se dedicar à sua candidatura às eleições legislativas pelo Partido Democrático Republicano (PDR) de Marinho Pinto.

“Candidato-me porque acredito que podemos voltar a recuperar os valores de Abril”, disse Pardal Henriques na quarta-feira. Apesar de deixar de ser o porta-voz do SNMMP, garante que continuará a representar juridicamente o sindicato.

Já a paralisação cirúrgica, assim chamada pois só afeta parte do trabalho dos motoristas, vai ter lugar entre 7 e 22 de setembro, incidindo sobre o trabalho suplementar.

“A greve geral dos motoristas incidirá somente sobre as horas de trabalho acima das oito horas nos dias úteis, sobre o trabalho aos fins de semana e feriados, ficando assim assegurado todo o trabalho nos dias úteis durante o período normal de trabalho, oito horas diárias”, disse Francisco São Bento na quarta-feira.

Sobre o eventual cumprimento de serviços mínimos, o sindicalista rejeitou essa possibilidade pois os trabalhadores vão cumprir o seu trabalho, conforme previsto legalmente. “Não vemos a necessidade de apresentarmos serviços mínimos porque os trabalhadores irão exercer as suas funções como está ao abrigo da lei”.

Motoristas em greve às horas extraordinárias entre 7 a 22 de setembro

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