Multimilionário gasta 36 milhões para pagar dívidas de 430 alunos universitários

Robert F. Smith anunciou na cerimónia de final de ano que iria assumir os empréstimos dos 430 alunos que acabam de se licenciar numa universidade norte-americana.

Robert F. Smith fez fortuna no setor tecnológico. Depois do sucesso alcançado, o milionário norte-americano decidiu agora usar parte da sua riqueza para ajudar dezenas de recém-licenciados a iniciar a sua vida profissional sem o peso de um elevado empréstimo universitário.

O pagamento da dívida foi anunciado quando o filantropo e multimilionário Robert F. Smith discursava na cerimónia de final de curso da Morehouse College, uma universidade americana fundada em Atlanta há mais de cem anos, originalmente apenas para afro-americanos, e pela qual passaram nomes como o realizador Spike Lee ou do ator Samuel L. Jackson.

“Em nome das oito gerações da minha família neste país, vamos pôr um pouco de combustível no vosso autocarro”, começou por dizer Smith, depois de recordar a viagem que fez com a mãe à capital dos EUA, em 1963, para ouvir o mais famoso discurso de Martin Luther King Jr. – também ele um antigo aluno da Universidade de Morehouse.

O The New York Times conta que Robert F. Smith acumulou uma fortuna, que a Forbes estima em cinco mil milhões de dólares, ao fundar a Vista Equity Partners, uma empresa que se concentra na compra e venda de empresas de software. Hoje é considerado o afro-americano mais rico dos EUA.

“A minha família vai criar uma bolsa para eliminar os vossos empréstimos”, anunciou Smith. Ao todo, segundo o New York Times, o multimilionário vai cobrir dívidas no valor de 40 milhões de dólares (36 milhões de euros).

Segundo os números oficiais, as dívidas dos alunos universitários às instituições de crédito totalizam 1,5 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros). Em 2017, quase dois terços de todos os finalistas nos EUA tinham empréstimos bancários, e cerca de nove milhões deles tinham falhado os pagamentos. Segundo um estudo da Brookings Institution, quase 40% dos alunos podem falhar os pagamentos até 2023.

 

 

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