Nanociência, o filão de ouro do CQM

A nanociência, estudo de materiais em nanoescala, tem colocado o Centro de Química da Madeira no panorama global. O enfoque na saúde tem sido um sucesso, diz o responsável pelo centro.

O trabalho desenvolvido pelo Centro de Química da Madeira (CQM) na nanociência tem sido de tão elevada qualidade que acabou por despertar a atenção da China. O resultado foi um protocolo que visa a cooperação entre a instituição e o país asiático em termos de troca de investigadores e discussão de trabalhos.

A nanotecnologia, a aplicação da nanociência para a indústria e comércio, começou a ser explorada no CQM em 2005 com o projecto NanoMad. O objetivo era construir um cluster que envolvesse o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento nas áreas da nanoquímica e nanomateriais com enfoque aplicações biomédicas e optoelectrónicas.

“Em 2005 começamos a fazer a promoção da área das nanotecnologias. Fizemos workshops, fomos às escolas, começamos a falar do assunto”, explica João Rodrigues,  coordenador científico do CQM.

Entre os motivos que levaram a Madeira a apostar nesta área da nanociência, em termos estratégicos, consta o “elevado potencial científico, económico, e uma forma de nos afirmarmos pela diferença”, explica o investigador,  numa altura em que Portugal começou a investir nesta área.

“Esta opção estratégica permitiu dar ao centro visibilidade internacional e nos distinguirmos daquilo que já se fazia a nível nacional”, afirma o professor universitário.

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