“Não somos todos iguais”. Assunção Cristas aborda polémica no grupo parlamentar do PSD

Há uma política de seriedade dentro do grupo parlamentar do CDS há muito tempo, que é relembrada a todos os deputados”, afirmou a líder do CDS-PP.

Cristina Bernardo

A presidente do CDS-PP considerou hoje que um deputado registar outro “constitui uma ilegalidade gravíssima” e que “cada um tem de retirar as suas consequências”, defendendo que no seu partido vigora “uma política de seriedade”.

“Nós não somos todos iguais. Eu falo pelo CDS e no CDS não temos esses casos e cuidamos para que eles não existam. Há uma política de seriedade dentro do grupo parlamentar do CDS há muito tempo, que é relembrada a todos os deputados”, afirmou Assunção Cristas, no final de uma audiência com o Presidente da República, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Um dia depois de ter sido noticiado que a deputada do PSD Mercês Borges votou pelo seu colega de partido Feliciano Barreiras Duarte no Orçamento do Estado para 2019, na generalidade, a presidente do CDS-PP considerou que “esse tipo de atitudes, além do mais, constitui uma ilegalidade gravíssima e, portanto, cada um tem de retirar as suas consequências”.

“Eu falo pelo CDS e aqui estamos bem conscientes de que ninguém tem esse tipo de atitudes e, portanto, eu também recuso quando se procura englobar toda a gente no mesmo tipo de atitudes e de abordagens que, de facto, não é o caso”, acrescentou.

Relacionadas

Deputada que assinou presenças falsas no Parlamento demite-se de cargos do PSD

A social-democrata Mercês Borges foi implicada na polémica dos falsos registos eletrónicos durante as presenças no parlamento. Os pedidos de demissão foram aceites pelo líder do grupo parlamentar, Fernando Negrão, que já nomeou um novo presidente para a comissão dos CMEC.

Deputados vão precisar de confirmar presença em plenário no computador

Até agora, bastava a entrada simples no computador para confirmar a presença em plenário, sistema que não impediu vários casos da presença falsa de deputados, como o de José Silvano, do PSD, e que estiveram na origem da reunião de hoje.
Recomendadas

Lei laboral: Quais são as principais alterações em causa?

Acordo entre a direita e o PS viabilizou em julho as alterações ao Código do Trabalho. Turbulência no namoro da geringonça deriva principalmente da discordância quanto ao alargamento do período experimental. Saiba o que está em causa.

Governo considera que não existem motivos para PCP e Bloco pedirem a fiscalização da lei laboral

O ministro do Trabalho defende que não há razões para os parceiros da geringonça pedirem ao Constitucional para avaliar as alterações ao Código do Trabalho.

Lei laboral: O que dizia o acórdão do Tribunal Constitucional de 2008?

Partidos à esquerda do PS vão pedir apreciação da lei laboral ao Tribunal Constitucional e recordam acórdão de 2008 sobre o alargamento do período experimental de 90 para 180 dias para trabalhadores indiferenciados.
Comentários