Negociações entre EUA e China animam Wall Street

Entre os dias 14 e 15 de fevereiro, os altos representantes norte-americanos, Robert Lighthizer e Steven Mnuchin, que é o secretário de estado do Tesouro, estarão em Pequim, a capital chinesa, para uma ronda de negociações. Empresas norte-americanas com forte exposição ao mercado chinês estão a valorizar.

Traders work on the floor of the New York Stock Exchange (NYSE) shortly before the closing bell in New York, U.S., January 6, 2017. REUTERS/Lucas Jackson

Os três principais índices de Nova Iorque iniciaram a semana com ganhos, dando seguimento aos ganhos de última hora verificados já em cima do toque do sino de encerramento de sexta-feira passada.

Esta segunda-feira, o S&P 500 sobe 0,25%, para 2.714,71 pontos; o tecnológico Nasdaq avança 0,38%, para 6.939,43 pontos; e o industrial Dow Jones valoriza 0,25%, para 25.168,54 pontos.

A bolsa de Nova Iorque dá assim seguimento às praças bolsistas europeias, que tiveram um desempenho positivo esta manhã.

Nos Estados Unidos, o sentimento dos investidores em torno do acordo comercial entre os EUA e a China aliviou, contrastando com o se tinha verificado no final de semana passada. Entre os dias 14 e 15 de fevereiro, os altos representantes norte-americanos, Robert Lighthizer e Steven Mnuchin, que é o secretário de estado do Tesouro, estarão em Pequim, a capital chinesa, para uma ronda de negociações.

Os EUA e a China têm até ao dia 1 de março para chegar a acordo.

Esta manhã, em Nova Iorque, empresas com forte exposição ao mercado chinês estão a negociar no “verde”. A construtora de aviões, Boeing, a maior empresa exportadora para a China, segundo a agência Reuters, está a subir 0,96%. A Caterpillar, cujas receitas também dependem do mercado chinês, sobe 0,74%.

Noutros setores, destaque para a fabricante de carros elétricos de Elon Musk, a Tesla, que avança quase 3,5%, depois do CEO da empresa ter demonstrado a intenção para resolver a falta de capacidade de resposta na Noruega, como afirma o analista de mercados do Millennium bcp, Ramiro Loureiro.

Nas matérias-primas, o petróleo está a desvalorizar. Em Londres, o Brent, referência para o mercado europeu, está a ceder 0,90%, para 61,54 dólares. Do outro lado do Atlântico, o West Texas Intermediate, está a recuar 1,54%, para 51,91 dólares.

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