A Norte, as dúvidas tiram-se em 48 horas

Através do projeto “Novo Rumo a Norte”, os empresários da região contam com uma nova ferramenta de apoio: uma plataforma eletrónica que aposta na simplificação e rapidez.

A criação desta plataforma online constitui uma das mais-valias do recente projeto “Novo Rumo a Norte” (NRN), promovido e dinamizado pela AEP – Associação Empresarial de Portugal, o qual visa estimular o empreendedorismo, a inovação empresarial e a cooperação interassociativa, especificamente nesta região do nosso país.

Trata-se asim de uma plataforma eletrónica de partilha de informação e soluções entre as PME, e de consulta de informação relativa a instrumentos de apoio, nomeadamente sobre os sistemas de incentivo no âmbito do Portugal 2020. As dúvidas dos empresários são esclarecidas no prazo de 48 horas, através do serviço de helpdesk.

O NRN aposta ainda na promoção de ações de coaching e de mentoring para empreendedores, sendo que os bons exemplos de empreendedorismo podem vir a ser distinguidos com o prémio “Norte Empreendedor”.

Ainda sobre a mecânica de funcionamento da plataforma, entende a AEP, que não podia ser mais simples. Os parceiros envolvidos na operacionalização do projeto disponibilizam notícias e eventos da sua região, divulgam informação, estruturas e meios locais de apoio à atividade empreendedora. Depois, a coordenação do projeto pesquisa, classifica a informação e produz conteúdos adaptados, em colaboração com os “infopartners” (ADDICT, AICEP, ANJE, APCER, Fórum Oceano, INE, INESC TEC e UPTEC). A este grupo junta-se ainda o parceiro tecnológico, a NOS Empresas.

Durante dezembro último, a associação apresentou detalhadamente a plataforma nas oito sub-regiões nortenhas, o que lhe permitiu “tirar o pulso” a quem participa, recolher opiniões e conhecer, ainda melhor, as suas necessidades e expectativas. “Há ainda muito trabalho a fazer no apoio ao desenvolvimento de novas ideias de negócio, seja na sustentação e análise de potencial, na informação sobre os diferentes tipos de financiamento, ou na exploração do potencial do meio digital para testar novas ideias, alavancar atividades, acrescentar valor”, admite Luís Miguel Ribeiro, vice-presidente da AEP e diretor do NRN. Porém, sublinha, tendo até ao momento contactado mais de nove mil empresas, o feedback não deixa lugar para dúvidas quanto ao sucesso que esta iniciativa vai alcançar. Os empresários mostram-se particularmente satisfeitos com o serviço de helpdesk, com o compromisso de resposta em 48 horas e com a simplicidade de utilização. A avaliar pelas questões objetivas que os utilizadores têm colocado, também as temáticas sobre empreendedorismo e marketing digital estão entre os principais interesses dos utilizadores.

Complexidade e burocracia por ultrapassar
Conhecer bem esta realidade, também permite uma leitura apurada sobre as fragilidades que existem em matéria de rentabilização dos fundos comunitários, disponibilizados no âmbito do Programa Portugal 2020. Segundo Luís Miguel Ribeiro, uma das maiores dificuldades detetadas é a identificação do (melhor) financiamento disponível para novos negócios, ou seja, a identificação dos mecanismos disponíveis perante um contexto determinado. “As empresas que pretendem apresentar candidaturas têm experimentado dificuldades nos respetivos processos de enquadramento e preparação, face à complexidade da informação vertida nos regulamentos, em aspetos relacionados com questões burocráticas – como os formulários de submissão das candidaturas ou as normas de pagamento”, elucida o responsável. A morosidade na aprovação das candidaturas é outros dos aspetos que tem suscitado mais reparos. n

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