Nós, Cidadãos! celebra quarto aniversário como “novo centro” que usa “braço direito” e “braço esquerdo”

Projeto de coligação Aliança de Cidadãos é o caminho apontado para iniciar “projeto de união dos partidos emergentes do centro político para desafiar 45 anos de alternância dos governos PSD-PS”.

A Comissão Política Nacional do Nós, Cidadãos! celebrou o quarto aniversário do partido com uma mensagem aos filiados e simpatizantes em que afirma a aposta num “novo centro” que “tem usado o ‘braço esquerdo’ na defesa dos Direitos dos Cidadãos e o ‘braço direito’ para propor políticas de sustentabilidade”. E que pretende reforçar a presença na política nacional com a negociação de uma coligação eleitoral com a Aliança, “iniciando um projeto de união dos partidos emergentes do centro político para desafiar 45 anos de alternância dos governos PSD-PS”.

Além desse projeto de coligação, a que chama Aliança de Cidadãos, o Nós, Cidadãos! conta reforçar as suas estruturas, nomeadamente nos distritos de Lisboa e Porto, realçando a evolução de “uma marca política com potencial de crescimento”, patente na subida dos 21 mil votos nas legislativas de 2015 para os 34 mil votos obtidos nas europeias de 2019. Além da conquista da presidência de Câmara de Oliveira de Frades e da eleição de dois vereadores em Oleiros, entre os 65 autarcas eleitos nas autárquicas de 2017, que “confirmam essa trajetória ascendente”, mas não satisfazem os dirigentes do partido.

Nascido a 23 de junho de 2015, por “vontade de grupos e cidadãos que reclamaram uma mudança de paradigma nas práticas políticas, económicas e sociais do Estado, de modo a avançar para um mundo melhor, uma sociedade em que a qualidade de vida e a promoção dos direitos cívicos e sociais fossem determinantes”, numa conjuntura em que o Governo de Pedro Passos Coelho “castigava os portugueses com políticas de austeridade que apenas cercearam direitos dos cidadãos e não contribuíram para a reforma do Estado”, o Nós, Cidadãos! pretende agora – numa perspetiva de longo prazo, que abarca as próximas eleições legislativas, autárquicas e presidenciais – “contribuir para a reforma do Estado português numa Europa mais unida, face aos gigantes geopolíticos mundiais”.

Nesse sentido, avança para a negociação com a Aliança e outras forças políticas com uma plataforma que inclui objetivos como a reforma do sistema eleitoral para introduzir círculos uninominais, “por forma a que o voto seja cada vez mais uma escolha de pessoas e não de partidos”; o combate à “morosidade da justiça e à corrupção instalada em detentores de cargos públicos e seus parceiros de corrupção na banca e nas empresas”; uma reforma do Estado, “aproximando-o dos cidadãos mediante reformas políticas, económicas e sociais que beneficiem todos os distritos do país”; e a promoção da democracia e dos direitos humanos em Portugal, na Europa e na Lusofonia.

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