O fator cultural

Claro que o mundo é cada vez mais global, mas as instituições, as organizações e a cultura mudam de forma relativamente lenta.

Cruzei-me pela primeira vez com o trabalho de Gert Hofstede há quase dez anos, através do seu livro “Culturas e Organizações” (1997). Desde que começou o seu trabalho na década de 70, Hofstede defende que há matrizes identitárias que distinguem de forma clara os habitantes de cada país, uma análise que permanece válida.

Esta semana, um amigo mostrou-me que a equipa de Hofstede disponibiliza uma ferramenta online que permite observar as diferenças entre cada país, em seis eixos. Às anteriores quatro dimensões de análise – Distância hierárquica; Individualismo; Masculinidade e Tolerância à incerteza – juntaram-se mais duas: Orientação de longo prazo e Complacência. Vale mesmo a pena visitar o sítio e passar algum tempo a explorar os resultados.

Claro que o mundo é cada vez mais global, mas as instituições, as organizações e a cultura mudam de forma relativamente lenta. As implicações do reconhecimento destas diferenças são cruciais para uma boa presença em ambientes multiculturais e, porque não dizê-lo, para uma melhor compreensão dos outros e do mundo.

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