O que mais preocupa os empresários portugueses? Fórum Económico Mundial revela tendências

Possíveis falhas de governação do Estado, bolhas de ativos, fenómenos climáticos extremos e choques provocados pelos preços da energia, além da falha dos mecanismos financeiros. Estas são as principais preocupações dos empresários portugueses de acordo com estudo do Fórum Económico Mundial.

Os empresários portugueses consideram que o maior risco para o desenvolvimento das suas atividades nos próximos dez anos é a possibilidade de falhas dos mecanismos financeiros, ao passo que a nível europeu os ataques informáticos são considerados o maior risco, segundo um relatório do Fórum Económico Mundial, elaborado em colaboração com o Grupo Zurich e a Marsh & McLennan Companies, divulgado esta quinta-feira.

Em Portugal, os empresários apontam também, como principais riscos, as possíveis falhas de governação do Estado, as bolhas de ativos, os fenómenos climáticos extremos e os choques provocados pelos preços da energia, para além da falha dos mecanismos financeiros.

“Perceber que os dois maiores riscos globais são o desemprego/subemprego e as falhas de governação dos Estados é um convite a refletirmos sobre as atuais tensões políticas, económicas e sociais. Encontrar um novo equilíbrio que evite a vulnerabilidade das pessoas, das famílias, das comunidades, dos bens e das empresas é mais importante do que nunca”, afirmou o presidente executivo da Zurich Portugal, António Bico, citado em comunicado.

A nível europeu, segundo o relatório “Riscos Regionais dos Negócios 2018“, os cinco maiores riscos identificados, além dos ataques informáticos, são as bolhas de ativos, possíveis falhas de governação dos Estados, possíveis falhas dos mecanismos financeiros e o desemprego/subemprego.

Não será, por isso, estranho que o relatório do Fórum Económico Mundial evidencie que a principal preocupação dos decisores empresariais das grandes economias mundiais – EUA, China, Japão, Alemanha e Reino Unido – seja a cibersegurança.

Já a nível mundial, o principal risco identificado é o desemprego/subemprego, seguido de dois riscos também identificados pelos inquiridos portugueses: as falhas de governação dos Estados e os choques provocados pelos preços da energia. “Três circunstâncias que poderão estar relacionadas com o aumento das tensões políticas e económicas, apesar do desemprego/subemprego não ser sequer um dos 10 principais riscos apontados pelos inquiridos da América do Norte, em contraciclo com o resto do mundo”, salienta o relatório.

Face a edições anteriores deste relatório, observa-se que, a nível global, o facto das crises fiscais e a falha dos mecanismos financeiros serem riscos que caíram na lista de importância dos inquiridos. “Um dado que pode ser justificado por já ter passado uma década desde a crise financeira mundial”, indica o estudo.

Por outro lado, numa era em que as questões ambientais ganham preponderância entre líderes empresariais, as questões ambientais ainda não constam entre os dez principais riscos apontados a nível mundial.

O relatório “Riscos Regionais dos Negócios 2018” foi elaborado a partir da consulta de 12 mil líderes empresariais, de 130 países, que responderam ao desafio de identificar os cinco riscos que mais poderão afetar o desenvolvimento dos negócios, nos seus países, nos próximos 10 anos.

 

 

 

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